Bruxos e normais
Conheça as pessoas que lidam com este assunto
O vampiro é um personagem muito comum na literatura de horror e mitológica. Existem diversas versões para esta lenda, que é uma das criaturas mais lembradas e imitadas nas noites de 31 de outubro.
Desde cedo, aprendemos a conhecer suas principais características: ele necessita de sangue humano para sobreviver, é ferido pela luz do Sol, se transforma em morcego e é morto por uma estaca no coração.
O Conde Drácula talvez seja o mais famoso de todos eles, mas as brasileiras Martha Argel e Denise MG não só conhecem muitos outros destes seres, como criaram meios para manterem contato íntimo com as temidas entidades.
Mas há pessoas que vivem e, principalmente, dependem dos mortos para receber seu salário. É o caso do coveiro Osmair Cândido, que há duas décadas trabalha no Cemitério Araçá, em São Paulo, e já presenciou histórias além da imaginação, mas que, mesmo assim, não consegue entender, ou melhor, compreender a morte.
Além das milhares de covas que seu Osmair tem que cuidar, sua vida é bastante diferente em relação aos profissionais convencionais. Ele é uma pessoa que já leu grandes autores como Nietzche e, atualmente, está para se formar em filosofia.
Mesmo trabalhando com o temido fim inevitável, o coveiro mantém uma vida alegre e diz sentir medo apenas dos vivos. Para ele, o Halloween é simplesmente um sinônimo de festa.
Mas há pessoas que não pensam dessa maneira. O patriota e colunista Wagner é contra esse folclore "importado". Ele defende com unhas e dentes a revalorização da cultura nacional e menospreza o mito das bruxas.
Membro de uma ONG defensora das tradições brasileiras, o colunista usa todas as ferramentas possíveis para aniquilar a invasão do Halloween no Brasil e diz sentir tristeza quando não dão tanto valor ao Saci ou Bumba-Meu-Boi.
Nestas entrevistas, as duas vampiras revelam seus conhecimentos do universo oculto e ainda contam porque escolheram se dedicar aos vampirismo. Já o coveiro diz que a morte não é tão temível assim e o último, o nacionalista, alega que o Brasil está perdendo a sua identidade folclórica.
Então confira as opiniões e experiências de cada um:
Martha Angel | Denise MG |
Osmair Cândido Camargo | Wagner "MV"
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