Especial Amy Winehouse
Na última década, poucos artistas conturbaram tanto o mundo do entretenimento como Amy Winehouse. A cantora britânica, dona de uma voz marcante e de um comportamento no mínimo peculiar, é um dos alvos prediletos dos paparazzi sedentos por confusão. Mas as coisas nem sempre foram assim. Amy teve um começo de carreira discreto, longe de vícios, brigas ou separações dolorosas.
Seu álbum de estreia, Frank, lançado em 2003, agradou a crítica especializada, mas não fez um décimo do barulho do já clássico Back to Black, de 2006. Frank tem raízes mais fincadas no Hip Hop, no R&B. Nessa época, Amy não tinha a aparência deprimente e as muitas tatuagens de hoje, lembrava muito mais a jovem que iniciou sua carreira musical cantando em pubs de Londres.
Como todo aspirante a cantor, Amy teve contato mais intenso com a música na adolescência. Aos 13 anos, ganhou uma guitarra do pai. Aos 16, já se apresentava profissionalmente ao lado de um amigo. Não demorou muito para os executivos da Island Records se encantarem com a voz da moça e a contratarem.
Mas Frank já mostrou bem o conteúdo pessoal das letras compostas por Amy. Na canção "What Is It About Man", a cantora fala sobre as relações extraconjugais do pai. O álbum foi produzido por Sallam Remi e só foi lançado no Reino Unido. O belo trabalho feito em Frank rendeu a Amy comparações com divas da Soul Music, como Macy Gray, por exemplo.
Mas a consagração musical completa de Amy Winehouse só viria três anos depois. Com um produtor diferente - o até então desconhecido Mark Ronson -, a cantora ressurge com visual novo, inspirado nas pin-ups dos anos 1950, cheia de tatuagens e o mais importante: com uma música mais classuda, incorpada. A proposta vintage de Back to Black agradou a crítica, que via Amy como a nova representante da Soul Music mundial.
Back to Black rendeu a Amy seis indicações ao Grammy em 2008. A moça abocanhou cinco prêmios: melhor canção, melhor gravação, artista revelação, melhor álbum pop e melhor interpretação feminina. O disco vendeu mais de 10 milhões de cópias em todo o mundo, impulsionado pelos singles arrematadores "Rehab", "You Know I'm No Good", "Tears Dry On Their Own" e "Back to Black".
Desde então, os fãs esperam ansiosamente por um novo disco. Mas os problemas da cantora com drogas e as frequentes confusões com seu ex-marido Blake Fielder-Civil emperraram o processo de criação. Amy até se isolou no Caribe por quase um ano para acelerar a composição de novas faixas, mas não deu certo.
Agora Amy Winehouse está entre nós. A diva tem cinco shows marcados no Brasil em janeiro. Só nos resta torcer para que tudo dê certo. Quem sabe Amy até mostra alguma música nova em uma das apresentações. Bem-vinda, Amy.



