Especial Cena Independente
Banda Envydust
!ObaOba: O que é uma banda independente?Max - Por definição, bandas independentes são bandas sem vínculo com grandes gravadoras, bandas que não estão atreladas a nenhum tipo de empresa mainstream.
!ObaOba: Como funciona a divulgação de uma banda independente?
Max - A internet é, sem sombra de dúvidas, a principal arma das bandas independentes. A maioria das ferramentas de divulgação da internet são gratuítas - mesmo quando são pagas, os valores nem se comparam com os jabás de rádio e tudo mais -, e você consegue atingir gente do mundo inteiro. Palavras como fotolog, myspace, orkut e tramavirtual são essenciais para qualquer banda que queira ter algum destaque hoje em dia. É só saber usar todo esse arsenal de informações.
!ObaOba: Qual é o critério de importância das bandas dentro do cenário independente?
Max - Como em qualquer profissão, diferentes pessoas utilizam as mesmas ferramentas e recursos, mas acabam chegando em resultados bem distintos. No meio musical independente é a mesma coisa. Algumas bandas sabem usar essas ferramentas de divulgação melhor que outras, criando verdadeiros mundos virtuais para que os fãs possam estar sempre imersos no que a banda quer propor. Isso tudo é muito legal, mas o triste é que muitas vezes a música, a qualidade das composições, acaba ficando lá atrás na cadeia de importância. Vivemos numa era muito visual, com forte apelo de fotos e vídeos, então muitas vezes as bandas ganham público por terem determinado visual, mesmo quando não têm o menor cuidado com suas músicas - que deveria ser o ponto principal de uma banda. Chegamos ao cúmulo de freqüentemente encontrarmos bandas que têm site, fotolog e tudo mais, sem nem ao menos terem músicas gravadas.
Max - Como em qualquer profissão, diferentes pessoas utilizam as mesmas ferramentas e recursos, mas acabam chegando em resultados bem distintos. No meio musical independente é a mesma coisa. Algumas bandas sabem usar essas ferramentas de divulgação melhor que outras, criando verdadeiros mundos virtuais para que os fãs possam estar sempre imersos no que a banda quer propor. Isso tudo é muito legal, mas o triste é que muitas vezes a música, a qualidade das composições, acaba ficando lá atrás na cadeia de importância. Vivemos numa era muito visual, com forte apelo de fotos e vídeos, então muitas vezes as bandas ganham público por terem determinado visual, mesmo quando não têm o menor cuidado com suas músicas - que deveria ser o ponto principal de uma banda. Chegamos ao cúmulo de freqüentemente encontrarmos bandas que têm site, fotolog e tudo mais, sem nem ao menos terem músicas gravadas.
!ObaOba: Por que permanecer no cenário independente? E por que sair?
Max - Tudo tem suas vantagens e desvantagens. Bandas independentes são, de modo geral, livres pra agir como bem entenderem. Desde a composição, até a imagem da banda, passando por toda a parte de imprensa. Algumas bandas, para chegarem ao mainstream - conseqüentemente saindo do independente - acabam abrindo mão dessas liberdades, e entregando seu trabalho nas mãos de algum empresário, que passa a mandar em tudo. "Então ficar no independente é obviamente melhor" você pode pensar. Mas há de se considerar que os músicos precisam de dinheiro - principalmente com a idade chegando (risos) - e muitas vezes a saída do independente para um meio mainstream possibilita aquele velho sonho de viver apenas de música. Cabe então às bandas e aos selos mainstream encontrarem um meio termo à tudo isso, uma maneira de viver de música sem deturpar a carreira que o músico sério veio construindo ao longo dos duros anos de independente.
!ObaOba: O que as bandas independentes fazem para se manter?
Max - Infelizmente quase não se vende mais discos hoje em dia, e o sistema de downloads de mp3 pagos ainda não está funcionando a pleno vapor no Brasil. Sendo assim, o disco ou as músicas não são mesmo a principal fonte de renda de uma banda. Os shows acabam sendo o ganha pão. Toda a divulgação de internet mencionada anteriormente é fundamental para que as pessoas conheçam o som e tenham vontade de ir aos shows. Voltando ao assunto dos discos, nós lançamos nosso segundo álbum em março agora, e adotamos uma tática pra ter o disco espalhado por aí. Fizemos um encarte de 28 páginas, totalmente colorido, uma embalagem digipack e mandamos prensar tudo do bom e do melhor, pra depois vender pelo preço aproximado de custo: R$5. O processo deu mais certo do que esperávamos: enquanto o disco estava na fábrica, vendemos 300 discos pela pré-venda de internet, e no dia do lançamento os 700 restantes foram vendidos, esgotando a primeira prensagem no dia em que ela chegou da fábrica. Foi um marco sensacional pra gente.
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