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Banda Starfish 100

Por: Andréia Regeni

Starfish 100!ObaOba - O que é uma banda independente?

Ângelo - É acordar todos dias e colocar um tijolo a mais no muro da sua música com as próprias mãos, para criar uma unidade consciente e consistente do que você acredita e ama fazer.
 
!ObaOba - Como funciona a divulgação de uma banda independente?

Ângelo -
O boca-a-boca continua funcionando muito, a cada pessoa nova que conhece você tem de ser chato e mostrar o que você faz. Os e-mails do pessoal que vai nos nossos shows também ajudam, além das novas ferramentas como myspace e trama virtual, que são essenciais para a divulgação de qualquer banda.
 
!ObaOba - Qual é o critério de importância das bandas dentro do cenário independente?

Ângelo -
Bom, hoje acredito que criamos um mainstream do indie, o que já ocorre faz tempo lá fora e agora chegou aqui também. Hoje a banda tem mais um degrau para subir, ela tem que fazer o nome dela no underground, e as regras do mercado independente são tão duras quanto a do mainstream. Hoje, muitas bandas indies (no sentido de indepenentes) conseguem viver tocando e ganhando bem. Mas o maior problema são aqueles que controlam esse mercado, que, como sempre, querem dinheiro e não se preocupam em qualidade, mas sim com quantidade.
 
!ObaOba - Por que permanecer no cenário independente? E por que sair?

Ângelo -
Olha, muita gente critica quem faz sucesso, muita gente critica também quem só pensa em ser independente. O Starfish 100 nunca pensou, quando compôs as canções, em ser indie ou não, mas sim em fazer músicas como amamos fazer, as pessoas gostam cada vez mais das nossas músicas e por consequência tocamos em mais festivais e fechamos mais contratos para negócios maiores. O que acreditamos é em levar nossa música e tocar o maior número de corações possíveis e esperar que ela faça alguma diferença na vida das pessoas, como fez em nossas próprias. Não há porque sair, ou porque ficar, estaremos onde as pessoas estiverem cantando nossas canções.
 
!ObaOba - O que fazem para se manter?

Ângelo -
Cada um da banda tem seu próprio trabalho. Eu (Ângelo) sou funcionário público, o Demys trabalha em escola de línguas como professor, o Néo faz freelance na área de Rádio e TV, já o André trabalha numa livraria em São Paulo. No ano que vem, esperamos não precisar mais trabalhar com outra coisa a não ser a música, mas veremos como tudo vai sair. Se depender do nosso esforço e trabalho podemos ter certeza que vamos chegar lá.
 
 
 
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