Especial Dia dos Pais
Paulo Jobim e Tom Jobim
Paulo Jobim (ao centro) é o filho primogênito de Tom Jobim, nascido em 1950. Sempre em contato com a música de seu pai, Paulo não poderia deixar de enveredar pelo mesmo caminho. Carrega um talento inegável, e, ao contrário de muitos filhos, não se distanciou da obra do pai, mesmo porque já excursionaram e gravaram juntos.
Criado não só em meio a um ambiente muito rico musicalmente, o jovem Paulo vivenciou um período vastamente rico para a música popular brasileira. Quando criança, a Bossa Nova era a nova trilha sonora do país (e do mundo), tendo seu pai como uma dos principais protagonistas. Quando mais velho, já passou a acompanhar a fase ecológica de seu pai, que deu vazão a várias músicas sobre o tema.
Quando, no final dos anos 70, Tom Jobim montou sua Nova Banda, Paulo Jobim se tornou um dos integrantes. De 1984 a 1994, excursionou com a banda tocando violão e também participou das produções de diversos discos de Jobim. Uma de suas composições, a música “Isabella”, está em um dos álbuns de Tom Jobim e Nova Banda, intitulado “Passarim” (1989), e é claramente fruto de seu envolvimento com a música de Tom.
Depois da morte de seu pai, em 1994, Paulo prosseguiu com a carreira, atuando no Quarteto Jobim-Morelenbaum, trabalhando com artistas como Ronald Bastos, Astrud Gilberto, Lisa Ono e Chico Buarque.
Atualmente, é diretor do Intituto Antonio Carlos Jobim. Integra, ao lado do filho Daniel Jobim e de Ronaldo Bastos, o Jobim Trio, que junto com Milton Nascimento lançaram o CD “Novas Bossas”.

Influências do pai Além de ser músico, Paulo é arquiteto, assim como seu pai. Ganhou reconhecimento como arranjador, função que Tom também dominava com maestria.
Diferenças: Paulo trabalha muito mais como músico do que como letrista, enquanto Tom compunha melodias e letras na mesma escala.
