Especial Especial Dubstep
Papo de especialista
O dubstep surgiu como uma derivação do UK Garage (gênero que se refere a diferentes variedades da música eletrônica, geralmente conectada com a evolução da house no Reino Unido no final dos anos 80 e começo dos 90). Na verdade, é uma mistura underground de várias vertentes da música como grime (música com duas batidas, quebradas, geralmente perto dos 140 bpm e construída com sons diferentes, combinando elementos futuristas, eletrônicos e dark, com linhas de baixo guturais - além do grave), reggae, dub, break, drum n´bass, hip-hop, dancehall (variação do reggae, popular na Jamaica do final dos anos 70) e 2-step (subgênero do UK Garage com batidas no primeiro e no terceiro tempos).
Com velocidade similar à da house music e à do techno, mas com breakbeat (subgênero do break caracterizado por suas batidas quebradas diferentes do comum 4/4), muito efeito, baixa frequência e melodias dark às vezes acompanhadas por vocais, o dubstep tem muitas definições distintas e seu ecletismo é visto a olho nu.
Geralmente, as noites de Dubstep em Londres vêm acompanhadas de outros gêneros que podem variar entre drum n´bass, reggae, hip hop, breaks, electro, house, techno/minimal, garage e até indie.
Pode soar estranho para quem não conhece bem, mas a variedade é enorme, já que o dubstep abre essas possibilidades. Se você duvida disso é porque certamente não ficou sabendo que o DJ Burial remixou Bloc Party (a faixa “Where Is Home?”) e que Skream remixou Klaxons (a música “Not Over Yet”). Até Arctic Monkeys entraram na jogada.
Dois grandes expoentes do dubstep têm visões muito particulares do gênero. Kode9, a mais surreal e filosófica, diz: "o sub-bass torna o ar pesado. É como fazer uma rave tipo 20 mil léguas submarinas, no fundo do mar. De vez em quando se vê uns peixes, uns tubarões e até golfinhos". Já Loefah vai mais para o lado prático: "é simples: só queremos dois grandes speakers, uma sala escura e nada mais".
