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Por: Redação !ObaOba

Saímos da simpática pousada depois de um café da manhã reforçado e passeamos pelas ruas de pedra de Paraty. Na praça principal, crianças brincavam entre bonecos gigantes de personagens de Graciliano Ramos. Em um café, ali perto, Luiz Fernando Veríssimo lia o jornal, compenetrado. Próximo dele, MV Bill conversava empolgado com Luiz Eduardo Soares, enquanto Salman Rushdie caminhava pela rua. Todos eles se preparavam para assistir à palestra de Ariano Suassuna, que falaria da influência que têm a literatura de Cordel e a conversa com crianças sobre sua obra. Ao fim do dia, todos tomavam uma cervejinha na Praça da Matriz.

Claro que algo assim só poderia acontecer na FLIP, a Festa Literária Internacional de Paraty. E se essa historinha aí em cima aconteceu em 2005, mas tem tudo para se repetir entre 1º e 5 de julho deste ano. Com outros personagens, é verdade: dessa vez, o homenageado é o poeta Manuel Bandeira. E, se Veríssimo vai tomar seu cafezinho em Porto Alegre, Zuenir Ventura toma seu lugar em Paraty. O gênio do jornalismo literário Gay Talese bem pode bater um papo animado com Alex Ross, crítico de música erudita da revista New Yorker. E depois de descer do palco no show de estreia, Adriana Calcanhoto há de cumprimentar Chico Buarque. Quer dizer: o espírito da FLIP está no ar.
 

 
 
 
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