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As comidas

Por: Andréia Regeni

 A culinária do país de Pancho Villa conquistou o mundo com seus sabores exóticos e comidas típicas. Essas combinações são resultado de uma grande mistura, que remonta dos tempos dos olmecas (ascendentes dos astecas) e passou por uma série de transformações até vir a ser o que é hoje. “A culinária mexicana é muito mais do que pratos indígenas viajando através dos séculos. No México, onde a civilização indígena foi bem desenvolvida, a culinária moderna ainda se baseia firmemente nos fundamentos dos Maias e dos Astecas. Tem também as influências da culinária espanhola, que trouxe seus próprios ingredientes e métodos de cocção”, comenta Marcelo Malta, coordenador do curso de culinária da FMU.

Rica em proteínas, vitaminas e minerais, a culinária mexicana aposta em temperos aguçados e numa grande variedade de pimentas. O milho é a base principal para quase todos os pratos, pois é dele que é feita a famosa tortilla – massa a base de milho usada para fazer os burritos, quesadillas, tacos, entre outros. Chiles secos e frescos, doces ou picantes, canela, cravo, pimenta da Jamaica, cominho e pimenta preta são algumas das marcas registradas desta cozinha, caliente e colorida. “Com a chegada dos espanhóis, a mudança da culinária mexicana disparou. Frutas, legumes, grãos, carnes e especiarias do Velho mundo, juntaram-se ao caldo de raízes da culinária nativa”, completa Malta.
 
Algumas produções da culinária mexicana contam uma parte da história do país. A guacamole, por exemplo, é, segundo a mitologia dos povos ameríndios, uma receita que a divindade asteca Quetzalcóatl deu aos toltecas – ascendentes dos astecas – e aí se popularizou pela Mesoamérica. O burrito, por sua vez, conta um pouco da história mais recente do país: criado no período da Revolução Mexicana, o burrito ganhou esse nome depois que o seu inventor, Juan Mendez, precisou comprar um burro para entregá-los na cidade de Juarez.
 
 
 
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