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Reflexos do primeiro fim de semana da lei antifumo

Por: Guilherme Maciel


Eu e meus amigos fumantes sobrevivemos ao primeiro fim-de-semana da lei antifumo. Confesso que, por algumas vezes, tentei (e, em alguns casos, consegui) transgredir a lei, mais pelo espírito jovem rebelde do que por ser contra à medida. Sou fumante, mas sou a favor da lei (quando se trata de ambientes fechados). Os ambientes ficaram melhores, mais respiráveis. Ficam até mais próximos da realidade. Explico: toda aquela fumaça e cheiro de cigarro acabavam atrapalhando nossas sensações de odor na balada (para o bem ou para o mal). Agora, fica muito mais sentir os cheiros. E quando cheguei em casa, minha roupa não fedia a cigarro!

Antes da lei entrar, o discurso era que seria muito difícil fazer cumprir a lei. Mas vejo agora que a população está empenhada e o pessoal muito bem treinado para coibir o hábito do fumante. Os seguranças, por incrível que pareça, perceberam que é uma situação delicada e estão agindo com educação.  Não vi nenhuma truculência nas quatro festas que fui desde a implementação da lei. Vi sim, diversos fumódromos bombando, alguns com muitas filas (Disco e The Box, em São Paulo, só permitem dois fumantes por vez em seus fumódromos).

Obviamente, nem toda lei é perfeita e essa também tem seus defeitos. Multar direto o estabelecimento, se o infrator é o fumante, é a melhor solução? Fica a dúvida. Vi também algumas pessoas, no Mercearia São Roque, se aproveitarem da lei para sair sem pagar a conta – o que beira o absurdo. Mas, tirando os problemas e as novas adaptações, a lei é bem vinda. Resta que seja cumprida a longo prazo, para não virar mais uma lei seca.
 
 
 
 
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