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A balada

Por: Redação !ObaOba




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Realmente, voltar para casa parecendo um cigarro ambulante não é nada agradável. Fumante ou não, ninguém gosta de chegar fedido. Por isso, a maioria das pessoas concorda que o club deveria contar com um fumódromo que evitasse uma guerra entre fumantes e não fumantes.

 

Mas se os fumódromos não forem mesmo liberados, muitas das casas noturnas da cidade estarão com um pepino para descascar. E um pepino bem caro! A reforma será inevitável em algumas casas e outras terão que se adaptar à nova lei por falta de dinheiro ou de espaço mesmo.

 

O problema será essa adaptação, principalmente nos casos dos clubs que não farão reformas. O esquema para liberar a galera para sair da casa para fumar é bem complicado e o risco de perder clientes é grande.

 

O !ObaOba conversou com algumas pessoas que vivem da noite de São Paulo. Confira as declarações abaixo:

 

- Facundo Guerra, fumante e um dos sócios do Vegas Club e dos bares Volt e Z Carniceria:

“Não sou contra a lei, mas ter que liberar um fumante que vá no meu estabelecimento é meio complicado. Teria que agilizar todo um processo. Seja pulseira, carimbo, o que for para que ele pudesse fumar na rua e voltar. Mesmo assim, o governo não irá permitir que a gente faça uso das vias públicas como um fumódromo... Então, não sei bem como vai ser. Na verdade, não estou muito a par do que está acontecendo agora, mas acho que essa lei está fora da realidade”.

 

- Vinícius Yamada, fumante e promoter do projeto Freak Chic no club D-Edge:

“Sou a favor, porém não totalmente. As medidas são radicais demais, principalmente as que restringem áreas desenvolvidas apenas para os fumantes, por exemplo. Não acredito que os clientes deixarão de freqüentar a noite, porém o fluxo do caixa vai ser pior e haverá muita gente fechando a comanda para fumar na rua e depois retornar. As pessoas podem ficar mais nervosas e tensas durante o evento também, mas ninguém perderá o hábito de sair. Penso que seria melhor o próprio estabelecimento decidir sobre abrigar os fumantes ou não. Os que decidirem que sim, criar ambientes para o tabaco. Os que não permitissem poderiam receber algum desconto nos impostos, algum incentivo desse tipo”.

 

- Vanessa Cris, não-fumante e promoter do projeto Heat no club SPKZ:

“Sou a favor, pois não é de hoje que eu vejo as pessoas reclamarem em ambientes fechados do excesso de fumaça de cigarro. Como trabalho à noite, não só eu como outras pessoas também se sentem incomodadas com isso. Você acaba fumando com todas as pessoas que fumam mesmo sem querer. Mas acredito que temos que ter um meio termo para tudo. Não adianta proibir completamente. Deveriam exigir dos locais fechados uma área especial para fumantes. Mesmo porque, se isso não acontecer, acredito que todos os lugares serão prejudicados: as pessoas vão evitar sair (para ir) a lugares em que não sintam à vontade. No caso do SPKZ, existe um espaço aberto no lounge que poderia servir a todos que quisessem fumar. Acho que deveriam exigir isso dos clubs, porque agradaria a todos, fumantes e não fumantes”.

 

- DJ Magal, ex-fumante:

“Eu fumei por 18 anos, agora não fumo mais. Eu achei a lei bacana, sou a favor. Mas eu acho um exagero. Se não é para fumar em nenhum lugar, então deveriam proibir a venda de cigarro. Vai ser difícil para os fumantes se adaptarem, mas vão ter que lidar com essa mudança. Assim como os motoristas que bebem tiveram que se adaptar à lei seca”.

 

- DJ Dubstrong, não fumante:

“Eu sou totalmente a favor porque agora vou deixar de fumar um maço de cigarro por noite de tabela (risos). Mas acho que está havendo um certo exagero; essa lei poderia ser mais flexível. Acredito que, com o tempo, as pessoas se adaptarão a ela assim como nos adaptamos com outras. Mas os clubs terão que criar um sistema para que as pessoas possam sair do clube para fumar e voltar. Com isso, acho que o movimento não diminuiria. Eu espero que essa lei sirva de incentivo para quem está querendo parar de fumar”.

 
 
 
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