Especial Paul McCartney
Paul pós-Beatles
A gente já citou que depois dos Beatles, Paul McCartney partiu pra carreira solo e formou uma banda chamada Wings, mas vamos aos fatos.
Lennon tinha Yoko. McCartney tinha Linda. E o único aspecto em comum é que as duas cantaram e tocaram ao lado de seus respectivos maridos após o fim dos Beatles. No primeiro álbum de Paul, Linda McCartney fez os vocais de apoio, em uma participação que não agradou muito à crítica especializada, mas agradou aos ouvidos e ao coração de seu marido, que decidiu montar uma banda com ela.
Nasceu assim o Wings, um projeto que contava com Paul McCartney, Linda (nos teclados) e Denny Laine (ex-Moody Blues na guitarra). O grupo lançou álbuns que se tornaram clássicos e músicas que muita gente ouve, e nem sempre lembra de quem é, caso de “Band on the Run”, “Live and Let Die” (que teve cover do Guns’n’Roses) e “Silly Love Songs”.
Com cinco álbuns alcançando o primeiro lugar nos Estados Unidos, o Wings mudou de formação diversas vezes e chamou grandes artistas para fazer parcerias. Só para dar uma ideia, Back to the Egg, seu último álbum, contou com a participação de astros do porte de Pete Townshend (The Who), David Gilmour (Pink Floyd), John Paul Jones e John Bonham (ambos do Led Zeppelin).
E assim como os Beatles, o Wings também durou dez anos, e em 1981 a banda chegava ao fim, oficialmente. Mas um ano antes do recado oficial, Paul já havia voltado para sua carreira solo, quando em 1980 lançou McCartney II.
E o começo dos anos 80 foram frutíferos e bondosos para Paul. Novos lançamentos, parcerias com Stevie Wonder (“Ebony and Ivory”), Michael Jackson (“Say, Say, Say” e “Girl is Mine”) e Elvis Costello (“Veronica”).
Em 1990, ele veio para o Brasil pela primeira vez, onde tocou no Maracanã e bateu o recorde de público de um artista solo, levando 184 mil pessoas ao local. Nos anos 90, ele chegou a deixar o rock um pouco de lado e trabalhou com música clássica e música eletrônica. Mas voltou aos seus álbuns solo com rocks para ouvir e ser feliz mais uma vez.
Depois dessa retrospectiva dá pra imaginar que um show desse cara é repleto de clássicos e boa música, de todas as fases de sua carreira. Mas se você ainda não teve tempo para ouvir as músicas solo dele, não se preocupe, eventualmente ele ainda toca algumas do tempo dos Beatles.
A gente bem queria, mas não dá pra falar aqui sobre todos os álbuns que o Paul McCartney lançou, afinal de contas foi quase um por ano desde que ele saiu dos Beatles. Mas dá pra falar quais foram os 5 melhores...
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