Especial Retrospectiva 2008
Eletrônico
Vários festivais marcaram esse ano de 2008. Muitas atrações para todos os gostos e também muito dinheiro para se gastar. Ou seja, planejamento esse ano foi a palavra-chave.
O Skol Beats trouxe dois artistas muito esperados: Justice e Digitalism. Há quem diga que não foi lá grandes coisas, mas me empolguei bastante com o primeiro, enquanto me decepcionei com a apresentação morna do Digitalism. Mas é o tal negócio: gosto não se discute. Para o povo que curte trance, Armin Van Buuren deixou todos extasiados naquela manhã fria de setembro, totalmente atípica para um começo de primavera. Montanhas de hits marcaram sua apresentação.
O Planeta Terra trouxe nomes fortes e se manteve no topo dos festivais brasileiros, não só no quesito line-up, mas também no de organização. Não estava em São Paulo quando rolou, pois ele aconteceu no mesmo dia da Creamfields em Buenos Aires onde fui fazer a cobertura. O line-up deixou a maioria dos festivais brasileiros no chinelo, principalmente as edições da Creamfields que acontecem por aqui. DJ T, Cassius, Apparat, 808 State, Booka Shade, UNKLE, Carl Craig, M.A.N.D.Y., Boys Noize são apenas alguns dos nomes que mantiveram a reputação do festival.
Melhor atração da Creamfields argentina, sem dúvida alguma, foi o duo Cassius. Apparat e DJ T também arrasaram, enquanto Crystal Castles deixou todos chupando dedo. Após duas músicas e com problemas no som, o duo abandonou o palco.
O Tim Festival - apesar da desorganização e do preço alto - trouxe apresentações memoráveis como a do DJ inglês Yoda que fez um DVDJ set de cair o queixo, infelizmente apenas por uma hora. Klaxons, MGMT, Dan Deacon, Gogol Bordello e seu som cigano também animaram bastante o público. Não podemos esquecer também o egocêntrico Kanye West que fez um show tipicamente americano, com muito cenário high-tech e muita historinha para boi dormir.
Häagen Dazs e Nokia Trends entraram na onda maximal/distorção/mash-ups e gastaram os tubos trazendo os artistas mais cotados do momento. Até Bomb The Bass> ressurgiu depois de tanto tempo se apresentando no Nokia, conceitual demais eu diria, para desagrado do público que não se empolgou. Nas festas do Nokia Trends Mob Jam a atração principal foi o DJ amigo de celebridades Steve Aoki na D-Edge onde até mosh ele ensaiou.
Mas o que incomodou bastante os presentes no Nokia foi a repetição de músicas durante todo o evento. Algumas tocaram mais de duas vezes na mesma noite. E aí fica a pergunta: até que ponto utilizar hits alheios não cai na mesmice? Seria preguiça? Não sei, mas isso ficou bem claro durante o Nokia.
