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Por: Luisa Migueres


Há mais de um século atrás, por volta de 1875, a Rua Maria Augusta ligava a Chácara do Capão (atual R. Antonia de Queiroz) à Estrada da Real Grandeza (nossa ilustre Avenida Paulista). Mais tarde, a partir da década de 1950, a rua não só deixou o “Maria” de lado, como transformou-se em um centro de compras e símbolo de sofisticação. A Augusta passou a abrigar grifes, espaços gastronômicos e se tornou ponto de encontro de artistas. Durante os idos anos 60 e 70, a juventude dominava suas calçadas. Enquanto os jovens paulistanos exibiam seus carros em alta velocidade pelo asfalto, a Jovem Guarda encarregou-se de afamar ainda mais a rua com o nostálgico refrão “Hay, hay, Johnny. Hay, hay, Alfredo. Quem é da nossa gangue não tem medo”.

E foi ali que surgiu o primeiro espaço multicultural do país, o primeiro buffet de festas da cidade, a primeira boate gay. A Rua Augusta reunia em si os interesses da vanguarda. Hoje, ela concentra restaurantes, lojas de grife e cinemas de um lado (Jardins), e botecos e casas noturnas de todas as naturezasdo outro (Centro). E mesmo após o enorme sucesso dos shoppings centers pela cidade, ela se mantém firme na tarefa de representar as diversas facetas da cidade em um só corredor.
 
O !ObaOba embarcou na missão de desvendar as peculiaridades da Augusta em uma noite de sábado. O resultado você confere nos relatos de nossas repórteres, que desbravaram a noite, a cultura e o comércio da badalada rua.

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