Especial Rua Augusta tem cultura, balada e consumo!
Noite por Adriana Douglas [Parte 2]
Não muito longe dali, um dos bares/botecos que sempre está cheio é o Charm da Augusta. Com duas entradas, o Charm fica na esquina com a rua Antônio Carlos e é aberto 24 horas (só param para fazer a limpeza do ambiente). Geralmente, quem não senta nas mesas do lado de fora, pode conferir os bifes sendo preparados na “cozinha” ao lado do balcão. Os vegetarianos evitam, mas não deve ser ruim, já que são 12 anos de portas abertas. Além disso, eles garantem cerveja para o pessoal até as cinco da matina. Contado a partir do dia 10 de abril, o local passará por uma grande reforma que o deixará dois meses fechado. Garantem que vai valer a pena.
Nem por isso os botequeiros deixam de procurar a “breja mais barata”. A solução é o miolinho onde a Rua Fernando de Albuquerque termina. Estamos falando do trio “Vitrine-Ibotirama-Cuca Ideal”. Com exceção do Vitrine que, a princípio, é uma pizzaria também, os outros são os botecos-referência da Augusta. O fenômeno da superlotação desse pedaço se deu pela movimentação de roqueiros, alternativos e moderninhos que passam horas sentados nas mesas bebendo com os amigos, seja para um esquenta antes da balada ou apenas pela cerveja mesmo. E isso de mais ou menos três anos para cá.O Vitrine, sempre cheio de quinta a sábado, é a maior preferência. O gerente, Fernando, afirmou que lá é onde o preconceito não tem vez, todos são livres. Tanto é que os garçons são treinados para não desrespeitar os clientes e se acontecer isso, são demitidos. “No Vitrine, a diferença não tem diferença”, disse.
Para fechar a parte de bares, nada melhor que juntar o copo à mesa de bilhar. Nesse caso, a parada é sempre n’O Pescador. O bar é dividido em dois salões, sendo um só com mesas de snooker e o outro com mesas para sentar e beber ou comer. De acordo com o dono do pedaço, o público de lá se divide em dois: o do dia e o da noite. Vai entender a fundo o que ele quis dizer com isso...Como destino final, minha missão era conferir a noitada de música eletrônica do DJ Magal e convidados no Vegas Club. Para uma primeira vez no clubinho, achei o ambiente fantástico, principalmente no quesito efeitos luminosos. A pista só começou a encher mesmo por volta da uma da manhã, mas antes disso o pessoal – quase nada de moderninhos tatuados e com piercings – já delirava na pista e no palquinho. Mesmo sem muita afinidade com batidas eletrônicas, admito que o cara mandou bem na pick-up ao lado do globo prateado. Um pouco antes das 2 horas, em um canto da pista, o “túnel” que leva até a pista de baixo, onde rola o afterhours Hell’s, foi aberto. Com a música estourando as caixas, me senti em algum filme de sci-fi, em que no final
você acaba indo para algum universo paralelo. Ele tem luzes azuis nas laterais e o efeito é muito legal. Em 5 minutos, aquela pistinha já estava cheia e era hora de dizer tchau. A boa notícia para os homens (vindo da boca dos mesmos) é que no Vegas sempre tem mulher bonita. Já dizia o ditado: “gosto não se discute”.
você acaba indo para algum universo paralelo. Ele tem luzes azuis nas laterais e o efeito é muito legal. Em 5 minutos, aquela pistinha já estava cheia e era hora de dizer tchau. A boa notícia para os homens (vindo da boca dos mesmos) é que no Vegas sempre tem mulher bonita. Já dizia o ditado: “gosto não se discute”.De lá, não deu para dispensar um pouquinho de uma mesa de boteco com alguns amigos e acredite: pouco importa se a fama da rua é a de ser reduto de garotas de programa ou ponto de drogas e mendigos. Augusta é Augusta.
