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Noite por Luisa Migueres

Por: Luisa Migueres

Não teve jeito. De forma estranhamente incomum, o nosso “Roteiro Augusta” foi coroado pelo pouco movimento do sábado, dia 12. Noite fresquinha, mas pouca gente na rua. O lado Jardins da célebre Augusta, por volta das 21 horas, estava paradão. O marco zero foi a esquina com a Av. Estados Unidos, dona do sofisticado Bar Augusta, infelizmente fechado na ocasião. A caminhada destinada a conferir os restaurantes e bares teve poucas paradas, pois o que não estava fechado, estava fechando.

Augusta JardinsNo entanto, destaque para os sobreviventes da noite. A Sottozero, por exemplo. O ambiente é tranquilo, bonitinho e sorvete de noite é o que há. Ao lado, O Pedaço de Pizza oferece a opção para combater aquela fome da madruga, principalmente depois da balada. A outra filial, do lado centro da Augusta, é mais conveniente ainda, diga-se de passagem.
 
Outro achado foi o restaurante Dom Pedro, especializado em cozinha contemporânea e internacional. Mesmo quem passa na Augusta todos os dias não dá a atenção devida ao lugar. Dentro da “Vila Albany”, no número 2805, o Dom Pedro mantém um espaço de tirar o fôlego. A hostess Roberta fez as honras da casa, explicando a proposta do lugar, da a opção de buffet no almoço aos desenhos de Romero Britto nas paredes.
 
Mais à frente – ou acima – o bar e restaurante Recanto da Augusta dá a opção comidinha + cervejinha, o que é especialidade da maioria dos estabelecimentos da rua.
 
A Av. Paulista é o sinal para o começo da descida – doce descida - rumo ao lado centro da Augusta. E é exatamente nessa esquina que podemos ouvir violinos nos finais de semana.
 
Um quarteirão abaixo já se pode avistar o movimento característico do lugar, mesmo não muito cheio. Alguns bares, restaurantes e o povo na rua. O Frevo, cujo spaghetti ao sugo é motivo de sonho para mim, não quis dar informações sobre o funcionamento, então seguimos em frente. Como de praxe, Charm, Ibotirama e Cuca Ideal estavam bem cheinhos.
 
A visita a balada nova Boca, de onde recebemos os flyers na porta, foi surpreendente. Aberta há apenasBoca uma semana, a casa se mostrou totalmente disposta a concorrer com baladas já renomadas. Ainda sem muito público, o clube foi muito bem equipado para receber tanto os ratos de pista, quanto clientes mais exigentes. A pista é bem grande e os banheiros são uns dos mais estilosos da redondeza, com luzes diferentes para cada cubículo. O andar de cima é a grande surpresa: mesas de sinucas, um bar, mesas e um espaço para pocket shows. A temática segue o nome da casa: boquinhas para todos os lados.
 
Mais botecos à frente e surge a lojinha de “antiguidades”. Muito pó e muita velharia original, entra elas um gizmo (o gremlin do bem) peludinho, um trono de papai noel e lustres bem anos 70. Fiquei encantada. E mais à frente encontramos o Santa Augusta, o barzinho estiloso que ficou lotado nos recentes shows da cantora mirim Mallu Magalhães. O lugar é ótimo, e a galera foi bem simpática. Deu até vontade de ficar por lá. Mas... Próxima parada: Inferno.
 
InfernoA Glam Nation, festa tradicional do Inferno Club, do sábado (12 de abril) é um evento digno de figurino próprio. Mesmo reunindo um contingente relativamente pequeno de freqüentadores, a balada tem suas figurinhas. Arthur, o simpático batera da banda Vampiros e Piratas, estava lá no camarote. Mas, infelizmente, não era sua banda que tocava no palco. O Porno Dogs e seu punk rock rasgadão tentavam animar o público já escasso. A tímida galera do gargarejo aprovou, mas acabou não colando. Mas como os meninos gostam mesmo é de bagaceira, com direito ao duo meia arrastão + cueca, não se pode exigir muito, não é?
 
Parada final: botequinho para descansar e comer aquele bis...
 
 
 
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