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Entrevista - Gui Boratto

Por: Alexandre Ougata

Gui Boratto

Gui Boratto 

Créditos: Divulgação

 

Gui Boratto é arquiteto por formação e tem a música como profissão. A junção de um e outro o levou a ser chamado de “Arquiteto de Música Eletrônica”.
 
Este paulistano de 34 anos, em entrevista ao !ObaOba, revela as expectativas para a edição deste ano do Skol Beats e ainda dá dicas de baladas para quem está afim de curtir bons sets de música eletrônica.
 
!ObaOba: Como você se tornou DJ?
 
Gui Boratto - Apesar de me apresentar ao vivo, principalmente em clubs, não sou DJ. Sou produtor. Quando toco, não uso vinil nem CD. Toco com computadores, controladores, synths e outras maquininhas, em um repertório de 100% músicas minhas. Mas comecei a me apresentar ao vivo em 2006, depois do lançamento do meu single “Arquipélago”, lançado pela gravadora alemã KOMPAKT.
 
!ObaOba: Como analisa a cena eletrônica no Brasil?
 
Gui Boratto - A cena aqui cresceu muito. O público se abriu para os novos estilos e tendências, além do surgimento de novos clubes. O Brasil é um país com um enorme potencial para ajudar a impulsionar a música eletrônica. Todos os DJs internacionais amam tocar aqui. O brasileiro dá um tratamento cinco estrelas. É muito receptivo, com muita gente bonita. Isso fortalece a cena.
 
!ObaOba: Acredita que a cidade de São Paulo seja o melhor lugar no Brasil para a música eletrônica?
 
Gui Boratto - Não necessariamente, apesar de adorar tocar por aqui (SP). Mas uma coisa é fato: as pessoas de São Paulo são mais antenadas que a maior parte do público do resto do Brasil. Isso nos dá um maior conforto na hora de tocar. Não precisa necessariamente tocar ‘hits’, pode experimentar mais, tocar coisas menos conhecidas, que o público paulistano irá curtir igualmente.
 
!ObaOba: Você acha que os brasileiros estão aprendendo a gostar e, conseqüentemente, dar valor a música eletrônica?
 
Gui Boratto - Com certeza! Antigamente o que mais rolava era Rave e Trance, agora mudou. A qualidade das festas melhorou significativamente.
 
!ObaOba: Qual a importância de festivais como o Skol Beats?
 
Gui Boratto - O Skol Beats é um grande festival com importância internacional, além de ter uma organização impecável.
Tocar em festivais como este te dá uma grande exposição, o que reflete em outras praças. 
 
!ObaOba: E quais são suas expectativas para a edição do Skol Beats 2008?
 
Gui Boratto - Este ano eu fecho o palco principal. É uma grande responsabilidade encerrar o Skol. Estou preparando um live bem diferente do que as pessoas estão acostumadas a assistir. Nesta edição eu toco com três outros músicos. Vai ser bem legal, bem rock n’ roll.
 
!ObaOba: Qual é a diferença em tocar fora do Brasil e aqui?
 
Gui Boratto - Existem diferenças culturais enormes de país pra país. Isso não significa que um lugar seja melhor ou pior que o outro.
 
!ObaOba: Qual lugar que ainda não fez uma ‘gig’ e tem vontade?
 
Gui Boratto - No festival Benicassim, na Espanha.  
 
!ObaOba: E qual lugar que fez e foi inesquecível?
 
Gui Boratto- ‘I Love Techno’ em Gent, na Bélgica, Panorama Bar, Creamfields-Andalucia na Espanha. Ah, já passei por tantos bons momentos... difícil eleger o melhor.
 
!ObaOba: O que acha de ser chamado de ‘arquiteto de música eletrônica’?
 
Gui Boratto - Bom, acho que a música e a arquitetura são formas de expressar arte muito semelhantes. Se sou arquiteto e músico, então, por que não ‘arquiteto de música eletrônica’? Concordo e gostei da expressão.
 
!ObaOba: Como foi ficar em segundo lugar na BEATPORT’S 2008 AWARD?
 
Gui Boratto - Não sou muito ligado nestes lances de colocação, rankings e tal. Acho que música não pode ser medida com números. Principalmente falando do talento de um artista. Mas, achei legal ter ficado em segundo lugar em duas categorias (melhor produtor de techno e melhor produtor de eletrônica), ainda mais levando em cota que esses resultados são frutos de uma votação livre com participação de internautas do mundo todo.
 
!ObaOba: Qual é a rotina de um DJ? Como é o seu dia a dia?
 
Gui Boratto - Durante a semana divido o meu tempo entre produções de novos sons, remixes e família. Nos fins de semana fico entre aeroportos, hotéis e clubes por este Brasil afora.
 
!ObaOba: Vi que você respondeu meu e-mail por um iPhone. Você é muito ligado em tecnologia? Se considera um viciado em ‘gadgets’ (as últimas novidades em equipamentos eletrônicos)?
 
Gui Boratto - Super viciado. Desde pequeno, ao invés de ficar nas vitrines das lojas de brinquedos, ficava na de ‘coisas’ eletrônicas.
 
!ObaOba: E o que rola ultimamente no seu iPod?
 
Gui Boratto - Alice In Chains, Soundgarden, Cinematic Orchestra, Apparat. Nossa, tem tanta coisa.
 
!ObaOba: E pra finalizar. Quais baladas você recomenda para quem está afim de curtir um bom set de música eletrônica?
 
Gui Boratto - Em São Paulo gosto muito da D-Edge e Clash. No Rio adorei o Club69. EM Balneário Camboriú fico com Warung e Kiwi.
 
 
 
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