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Skol Beats 2008: O !ObaOba esteve lá e conta o que rolou

Por: Barbara Stefanelli

Neste sábado (27), aconteceu a tão esperada 9ª edição do festival de música eletrônica Skol Beats. Os rumores sobre o mega evento começaram em abril, quando a organização revelou que era o público que daria a cara da noite; pois, além de ser responsável por escolher todas as atrações da noite, também iria votar na escolha dos VJs, horário, local e até palco.

Tudo começou em abril, quando um fórum, no site oficial do Skol Beats, foi promovido e, através dele, as pessoas poderiam discutir quais eram as maiores tendências da atual cena eletrônica. E, neste quesito, a produção do Skol Beats saiu na frente por criar um novo modelo de evento, onde o público pode interagir e até escolher o que deseja ver.
 
Mas, no final de maio, surge a grande surpresa: nomes como Justice, Digitalism e Armin Van Buuren estavam entre as atrações internacionais. E aí começa a grande expectativa em torno do evento, que desde sua primeira edição já era o maior de música eletrônica do Brasil. Porém, o line up deste ano realmente surpreendeu, pois contava com nomes de peso, como os já citado acima e mais outros como Steva Angello & Sebastian Ingrosso, Mixhell, Agoria e Dubfire.
 
As atrações do Skol Stage
 
Após todo o suspense e tensão causada pela espera, eis que chega o dia. Em um sábado bem frio e nublado, a dupla de maximal brasileira Killer on The Dance Floor inaugura o palco principal do evento. Com um live bem pesado, Phillip A e Fatu abusaram de referências em seus mash ups e deram um pouco de Madonna, Rage Against the Machine e até Nirvana para um escasso público.
 
Aí foi a vez da performance da dupla cearense do Montage, que, desde o início de sua carreira, possui à seu favor uma explosiva apresentação e, claro, toda a excentricidade do vocalista Daniel Peixoto. O duo mostrou uma nova cara e uma pegada menos rocker. Montage sai de cena, entra o Mixhell, formado por Iggor Cavalera e sua esposa Laima Leyton. O grupo, que já está abafando na cena internacional, fez um show enérgico e o ex-baterista do Sepultura até tocou - quer dizer, esmurrou - uma bateria eletrônica, enquanto Laima cuidava das pick ups e mandava músicas de MGMT, até Metallica.
 
Mixhell terminou sua apresentação por volta das 23h e, após uns 15 minutos de espera, já era possível ver a silhueta do duo Justice atrás do tecido que cobria o cenário deles, composto por várias caixas de som e a tal cruz, que já virou marca registrada do grupo mais esperado da noite. A montagem do palco foi uma das mais impressionantes e tinha uma cara bem roqueira, assim como os franceses Gaspard Auge e Xavier de Rosnay, que abusaram do carão de rock star, durante sua apresentação.
 
O duo abriu o show com a música “Genesis”, a primeira do disco de estréia “†”; depois veio a faixa “Let There Be Light”. E apesar do som impecável, a primeira metade da apresentação do grupo foi praticamente como dar play no CD, pois o som foi bem pouco editado. Mas depois o show começou a bombar, principalmente depois do hit mais tocado de 2007, “D.A.N.C.E”, e de “Never Be Alone Again (We Are Your Friends)”, que foi cantado pelo público como se fosse um hino.
 
Em seguida, subiu o Pendulum, que não animou muito com sua apresentação de drum n’ bass misturada com rock. Mas o sexteto australiano, que costuma ser definido como uma banda com pick ups ou um grupo de DJs com instrumentos, exerceu bem o papel de “entre shows” das atrações mais aguadadas pelo público. Pois subir após o Justice e ser a banda anterior a Digitalism não é uma tarefa nada fácil.
 
E com um atraso de quase meia hora, sobe ao palco principal o duo alemão do Digitalism, que desmarcou uma apresentação no Brasil, em 2007, o que deixou o público ainda mais instigado. Porém, neste ponto, às 3h30 da manhã, o público já não estava com a mesma empolgação e, assim, a melhor apresentação da noite, perdeu muito de seu potencial. Os alemães interagiram bastante com o público e se mostraram super animados por estarem lá. No final, na música “Homezone”, eles até cantavam “We have the biggest party ever in São Paulo”.
 
Depois veio o holandês Armin Van Buuren com seu psy-trance-à-la-Vila-Olímpia. O DJ também era um dos nomes mais citados da noite e é até considerado uma das celebridades da música eletrônica. Mas apesar de todo o status, o Anhembi ia cada vez mais esvaziando. O set de Van Buuren foi um dos mais longos, pois ele entrou às 4h40 e tocou mais de duas horas. E, para finalizar o principal palco, às 7h, subiu o brasileiro Gui Boratto - dono de uns melhores discos de 2007, o “Chromofobia” - que ainda contou com mais três músicos instrumentais em seu live.   
 
Outros ápices
 
Felizmente, não foi só o palco Skol Live Stage que bombou. Enquanto a maior parte do público se concentrava em volta dele, as tendas Terra e Skol Beats também estouraram. Por elas, passaram Marky e Renato Cohen, os únicos DJs que participaram em todas as edições do festival. Outro grande destaque foi para o iraniano Ali “Dubfire” Shirazinia, uma das metades do duo Deep Dish e responsável pelo premiado remix de “Thank You”, da cantora Dido.
 
E, apesar das 12 horas seguidas de música eletrônica, da boa organização, da cerveja por R$3,00, dos vários banheiros, do ótimo policiamento e da mega reunião de importantes tendências, a sensação é a de que o festival girou em torno do duo Justice. E, após ver o show do Daft Punk, em 2006, a impressão é a de que foi pouco. Mas, tudo bem, os caras são praticamente os fundadores da música eletrônica e referência para grande parte dos DJs.
 
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>> Cobertura Fotográfica: Galeria 1 e Galeria 2

 

 
 
 
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