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Por: Manuela Rahal

Rome Ramirez

Rome Ramirez 

Créditos: Stephan Solon

    
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Eu não vivi Sublime fisicamente, pois a banda acabou no mesmo ano em que a conheci, em 1996, por conta da overdose de heroína de Bradley Nowell, o frontman da banda. Mas, ao mesmo tempo, posso afirmar - e muitos assinarão embaixo - que vivi Sublime mais intensamente do que qualquer um que eu conheça, quem sabe até eu entenda mais o propósito dessa banda do que seus próprios integrantes (modéstia vem junto no pacote).

A intenção básica era como a de qualquer grupo de homens doidinhos no litoral californiano com apelo de banda: fazer música boa. O que o trio composto por Bradley Nowell (voz e guitarra), Bud Gaugh (bateria e percussão) e Eric Wilson (baixo) não sabia era que sua obra sairia muito além das expectativas da música contemporânea. Aliás, uma banda como Sublime dispensa de antemão qualquer comparação ou qualquer tentativa de "encaixe" em determinado gênero musical. 

Veja também:
>> Sublime sem Bradley, mas com o fantástico Rome no SWU
>> As fotos do SWU
>> Os shows internacionais no Brasil em 2011
>> FOTOS: Sublime With Rome em SP
 
Para bom entendedor, algumas palavras bastam: SUBLIME é ska, é hip hop, é reggae, é rock n'roll, é ragga muffin, é funk, é experimentação, é o puro groove praiano dos anos 1980. É uma banda completa, rica e pouco reconhecida perto das milhares de vidas que influenciou, não tenho dúvidas. Me chamem de louca, mas eu não seria nada sem Sublime, obrigada!
 
A primeira música que conheci talvez seja a canção menos "com cara de Sublime" de todas: "Waiting for my Rucca". Lembro bem, tinha meus 14 anos e começava a descobrir aos poucos o mundo alternativo-adolescente-underground-hippie. Foi como mágica, depois de escutar incansavelmente no repeat (botão que era super novidade naquela época), me apaixonei e comecei a pesquisar na minha conexão Mandic do meu computador IBM Aptiva Rá! Ele morreu, a banda acabou. Por que MEU DEUS? (aquele drama adolescente, como se você fosse a única pessoa injustiçada no mundo inteiro). Me recuperei do baque e assim começou a obsessão. Hoje sou uma mulher de 26 anos, que trabalha com música há quase seis, que escreve sobre música há quase quatro e que volta a afirmar que não seria nada disso sem Brad Nowell e sua herança.
 
“Loving Is Wath I Got. Remember that”

Ainda há ingressos à venda para o show desta quarta-feira no Pespsi on Stage, em Porto Alegre. Confira!

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