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Sander Mecca

Por: Redação !ObaOba

 

Ele estava em um bar, mais precisamente no banheiro desse bar se drogando. O primeiro problema foi que o segurança do local viu e o levou para a polícia; o segundo problema foi que ele estava com mais drogas nos bolsos, pois seu próximo destino seria uma festa rave. O resultado disso foram dois infernais anos na cadeia.
 
Muitos devem conhecer sua história, por conta do conversê gerado por ela em 2002. Sander era integrante da boy band brasileira Twister, formada em 2000, colhia os frutos do sucesso na música em plenos 20 anos, até ver isso desmoronar de repente. Mas sua trajetória não é muito parecida com as que estamos acostumados a ouvir.
 
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Ele começou a fumar maconha aos 15 anos, sem precisar de uma turma para acompanhar, fez tudo sozinho. ”Sempre fui curioso, já gostava de beber e sempre me interessei pelas alterações do pensar”, conta. O interesse foi tanto que chegou a experimentar de tudo um pouco, mas “as que mais usei foram ecstasy e LSD”, revela. Para ele, o mundo artístico também não tem parte nisso: “Minha carreira não me influenciou, eu que fui atrás disso. As drogas estão presentes em tudo hoje em dia”.
 
Sander saiu de casa aos 15, fato que o possibilitou não ter que enfrentar os pais no período do vício. “Como saí de casa muito cedo para tocar com o Twister, não tive problemas de relacionamento, meus pais só souberam quando fui preso”. A prisão não serviu apenas para que a família tomasse conhecimento, como para que o músico deixasse as drogas. “Não tive um momento em que percebi que precisava me tratar. Parei de usar com o susto que tomei na cadeia”, diz.
Sander Mecca - Meias Palavras
 
A euforia e satisfação que ele buscava naquela época, hoje encontra em outros lugares: “agora consigo sentir isso cantando, trabalhando...existem muitas coisas na vida que te dão essas sensações boas”, comenta e alerta os jovens de que nada disso vale a pena, “é importante sempre pensar nos riscos e procurar evitar. Riscos são sempre maiores que os prazeres”.
 
Hoje Sander se considera curado – “Sempre na luta, sempre me policiando, mas me considero curado sim!” -, está cantando sozinho, gravando seu disco, trabalhando com teatro, musicais e em abril lança O Inferno Amarelo. Livro que escreveu na cadeia, onde relata todas as suas experiências.
 
Twister - 40 graus
 

 

 
 
 
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