Especial VIVAVOZ
Thunderbird
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Thunder usou vários tipos de drogas até os 37 anos, quando percebeu que não conseguia mais fazer as coisas que gostava. "A briga estava feia", diz. Segundo ele, às vezes batia um arrependimento, uma lamentação, até que surgiu a alternativa da internação. "Passei 35 dias internado e percebi que dava para viver sem drogas e muito bem".
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Ele, que é vocalista e baixista do Devotos de Nossa Senhora Aparecida e baixista do Júpiter Maçã, acha que não tem nada a ver essa história de que as drogas rolam mais no meio artístico. "Conheço muito médico, advogado, jornalista que usa. As pessoas se drogam independentemente de lugar e profissão. No meio artístico, rola mais burburinho só!". Tanto é que ele acredita que hoje nem se usa mais ou menos drogas do que antigamente. "A diferença é que a gente fala mais sobre o assunto do que há 20 anos". A discussão vem aumentando e ele acha isso ótimo.
Hoje, aos 48 anos, Thunder vai muito bem e prefere ficar só no refrigerante. Sua carreira também vai numa tranquila e o Devotos está com disco novo (que dá para ouvir no MySpace). "Está bacana e eu já quero gravar outro!", ri. Ao lado de Júpiter Maçã, ele completa um ano de palco - "O Júpiter é um super amigo! É muito agradável tocar com ele". E não para por aí, Thunderbird também tem uma banda gaúcha chamada Flaming Birds que está prestes a gravar e ele não esconde a saudade da televisão: "Eu adoro fazer TV! Mas só volto quando ela acenar para mim com a mãozinha, não com o punho!", comenta com bom humor. "Se pintar um projeto bacana, eu faço".
