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Campanha Crack, Nem Pensar

Por: Danilo Romeiro

 

Em 2008, uma série de matérias feitas pelo jornal Zero Hora, de Porto Alegre, mostrava como o Crack estava atingindo o Rio Grande do Sul. A droga havia deixado as periferias e tomado a elite, que sempre foi tida como bem informada.

Sentindo a necessidade de mais informação, o Grupo RBS iniciou um plano de ação e uma longa campanha contra o Crack, uma das drogas mais perigosas e viciantes da atualidade.

Para se ter uma ideia do aumento do consumo dessa droga, em 2005 a polícia gaúcha apreendeu cerca de 20 quilos de pedra. Apenas três anos depois, esse número já era quase dez vezes maior.

Não bastando ser uma droga pesada, o Crack influi diretamente nas famílias e na sociedade em que o usuário se insere. Isso porque já na primeira vez que acende a pedra, a pessoa já pode ser considerada viciada.

A fumaça chega ao cérebro entre 8 e 12 segundos após a primeira tragada e já lança uma sensação de euforia no usuário que cessa pouco tempo depois.

Essa droga de curta duração passa por toda a corrente sanguínea deteriorando o corpo e fazendo com que a pessoa queira cada vez mais. Não é nada incomum ver usuários dando 30 cachimbadas diárias, ou mais!

Para sustentar o vício, a pessoa passa a pedir dinheiro para amigos e familiares, cometer pequenos furtos e se colocar em situações moralmente degradantes. De acordo com um levantamento realizado para o Zero Hora pelo Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca), do Rio Grande do Sul, 55% dos garotos envolvidos em ocorrências relacionadas a drogas estavam sob o efeito de crack.

Visando proteger a sociedade contra o efeito dessa droga, a RBS lançou a campanha modelo Crack, Nem Pensar, que logo contou com a ajuda de grupos de ajuda, além de grupos de bairro e do Serviço nacional de orientações e informações sobre a prevenção do uso indevido de drogas, o SENAD, através do programa Viva Voz.

Mas vamos aos fatos:

No total, 82 organizações privadas, 30 organizações não governamentais, 47 organizações públicas, 42 instituições de ensino e 17 grupos regionais entraram na parceria. Achou pouco? Saiba que isso aconteceu apenas no Sul do país e a campanha foi baseada na ajuda mútua e na necessidade de conscientização da sociedade, caso raro.

Entre campanhas publicitárias e matérias, sempre baseadas nos últimos dados do Governo, a Crack, Nem Pensar se tornou prioridade. Afinal de contas, estamos falando de uma droga que havia superado a cocaína em número de usuários internados.

Durante o primeiro ano da campanha (2009), houve um aumento de 42% no índice de denúncias no Rio Grande do Sul e 39% em Santa Catarina através do Viva Voz.

O número de apreensões da droga aumentou em 90% e houve maior repreensão policial.

Já dá pra perceber que houve um ótimo resultado, graças às parcerias e à sociedade civil, mas esse foi apenas o primeiro passo. A ideia é extinguir o Crack.

E, em 2010, a campanha está de volta, para terminar o que começou. Atingir mais cidades e cada vez mais gente.

Crack, Nem Pensar.

Para saber mais sobre a droga e aderir a essa campanha, basta clicar aqui.

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