Pânico 4 recria série original com humor e perspicácia

Sidney, Gale, Dewey e o Ghostface estão de volta

Dos mesmos criadores da trilogia original, o diretor Wes Craven e o roteirista Kevin Williamson (que também é responsável pelos roteiros de Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado e de The Vampire Diaries), Pânico 4 tem estreia mundial marcada para essa sexta-feira (14/04).

Pra começar, eu devo dizer que só pude ver o filme na quinta, véspera da estreia, por causa do zelo da produtora Dimension Films em manter o segredo sobre o roteiro de Pânico 4. Até tive que assinar um termo de confidencialidade, em que me comprometia a não contar nada a ninguém sobre as cenas de morte e o final... Isso posto, vamos ao filme.

Dez anos se passaram, e Sidney Prescott (Neve Campbell) está de volta a Woodsboro para divulgar seu livro de auto-ajuda. Calejada por três massacres em que era o alvo principal, Sidney tá cansada de fazer o papel de vítima. Essa reviravolta da personagem é só a primeira de muitas em Pânico 4.

Desnecessário dizer que assim que Sidney chega à sua cidade natal, o assassino mascarado começa a atacar. Uma outra inovação do filme é que dessa vez o foco está voltado para a família de Sidney, principalmente pra sua prima Jill (Emma Roberts), que em muito se parece com a Sidney adolescente do primeiro Pânico.

A jornalista Gale (Courtney Cox) e o policial Dewey (David Arquette), agora casados e em plena crise matrimonial, também estão de volta à trama. Como nos episódios anteriores, rola uma tensão entre os dois, dessa vez, porque Gale largou a profissão de jornalista pra ser apenas esposa de Dewey, que agora é xerife, e porque a policial Judy Hicks (Marley Shelton) tá dando em cima do chefe.

Como em Pânico 2 e Pânico 3, o quarto episódio da série também utiliza metalinguagem, mostrando cenas do filme fictício A Punhalada (em inglês, Stab), que é baseado na história de Sidney. Mise en abyme é o nome desse recurso que apresenta um filme dentro de um filme ou um ou uma pintura dentro de uma pintura, etc. A diferença para os episódios anteriores é que dessa vez o recurso é explorado de forma bem mais elaborada e surpreendente.

Outra inovação é o modo como os clichês e regras de filmes de terror são abordados. O primeiro filme já tinha um fanático por filmes de terror, o nerd Randy, para explicar as regras do gênero. O legal é que dessa vez a discussão ganha um tom divertido, às vezes, francamente cômico e com ótimas punchlines. É como se a franquia tivesse aprendido alguma lição com a paródia Todo Mundo em Pânico.

Talvez essa pegada cômica enfraqueça um pouco o filme no sentido de deslocá-lo de seu gênero original de filme de terror. Mas como mestres do suspense - com licença à caduquice da expressão -, Craven e Williamson fazem recair a suspeita de quem seja o assassino sobre várias pessoas: Trevor (Nico Tortorella), o namorado de Jill; a policial Judy Hicks; o nerd Charlie (Rory Culkin)... Mas o final verdadeiro é bem difícil de prever, além de legalmente impossível de contar.

Também estão no elenco: Hayden Panettiere, Adam Brody, Kristen Bell e Anna Paquin.

>>Veja as outras estreias da semana

Atualizado em 21 Mai 2014.

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