Os cinéfilos têm um prato cheio nos próximos dias com a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A 33ª edição do evento começa em 22 de outubro e vai até 05 de novembro com atrações internacionais e uma maratona de filmes espalhada pelas principais salas da cidade.
"Este ano nós batemos o recorde de inscrições. Fiquei surpreso com a diversidade de filmes. De 700, entre nacionais e internacionais, tivemos que selecionar 300", disse nesta sexta-feira (09/10) Leon Cakoff, um dos diretores da mostra. "É muito doloroso ter que dizer não". Os filmes selecionados serão avaliados por um comitê de seleção formado pela Mostra. Os vencedores da competição Novos Diretores da 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo receberão o troféu Bandeira Paulista.
Para os cineastas brasileiros, a grande novidade de 2009 será a parceria com o Prêmio Itamaraty. Mario Antonio Araújo, subchefe da Divisão de Promoção do Audiovisual do Ministério das Relações Exteriores, comentou sobre o incentivo na Mostra em São Paulo. "Essa parceria é muito importante para estimular a produção do cinema nacional. O Prêmio Itamaraty existe desde 2006, mas só agora chega em São Paulo. Dessa vez ele vai ficar um tempo por aqui". O
Prêmio Itamaraty vai dar R$ 45 mil ao melhor longa de ficção brasileiro, R$ 30 mil ao melhor longa de documentário e R$ 15 mil ao curta.
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As produções internacionais estão em destaque na Mostra Internacional de São Paulo, mas as novidades brasileiras também aparecem em peso na programação. Entre os filmes confirmados estão os dois longas tupiniquins que participaram do Festival de Veneza deste ano:
Insolação, de Felipe Hirsch e Daniela Thomas, e
Viajo porque preciso, volto porque te amo, de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes. Outras exibições serão
Hotel Atlântico, novo trabalho da diretora Suzana Amaral, que integra o júri da mostra competitiva;
Cabeça a Prêmio, estreia de Marco Ricca na direção; e
Natimorto, de Paulo Machline, protagonizado por Loureço Mutarelli, autor do livro que deu origem ao filme. Entre os documentários, destaque para dois longas de Nelson Hoineff:
Alô, Alô, Terezinha!, sobre o apresentador Chacrinha, e
Caro Francis, revisão da trajetória do jornalista Paulo Francis.
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Insolação, de Felipe Hirsch
Graças ao ano da França no Brasil, as produções francesas têm grande participação na Mostra. "O número de filmes e produções francesas é muito grande, e a competição que a gente tem é pra revelar diretores. A França é o país mais aberto para a diversidade e para a co-produção", afirmou Renata de Almeida, uma das diretoras da Mostra. Uma das convidadas especiais da Mostra é a diva do cinema francês Fanny Ardant, que apresenta seu primeiro filme como diretora,
Cinzas e Sangue (Cendres et Sang). Jean-Michel Frodon, crítico de cinema, também marca presença. Uma programação dedicada ao cinema sueco, a presença do premiado diretor grego Theo Angelopoulos, e a exibição do vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes 2009,
A fita branca, de Michael Haneke estão entre as novidades deste ano.
"A Mostra tenta se espalhar ao máximo, atingir outras mídias e se expandir com ajuda das parcerias. O conceito da Mostra se espalha para o país todo. A gente quer atingir o maior número de pessoas, mais pessoas ativas", afirma Leon Cakoff. Enquanto a Mostra não chega, o Cine SESC vai faz uma espécie de aquecimento para o festival, com uma retrospectiva de alguns filmes exibidos em outras edições do evento.