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Parada do Orgulho LGBT que toma as ruas de Belo Horizonte neste domingo (19/07) traz um tema especial: "Seus Direitos, Nossos Direitos; Direitos Humanos!". Ele celebra os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e enfatiza a luta pelos direitos sexuais. A manifestação começa ao meio-dia, na Praça da Estação, percorre as ruas Bahia, Afonso Pena e termina na Professor Moraes. Além dos milhares de pessoas a pé, o evento conta com sete trios elétricos.
A cantora Preta Gil é presença garantida em um desses carros. Mas quem quiser vê-la cantar vai ter de esperar pelo show que rola no Music Hall, em 23 de julho. Durante a parada, ela só quer saber de desfilar.
A Parada finaliza a semana "BH sem Homofobia", que começou dia 11 de setembro e que englobou seminários, exibição de filmes, premiações e discussões.
Problemas legais
No início de junho, a Comissão de Legislação e Justiça da Câmara de Belo Horizonte foi palco de tumulto na sessão que votaria a oficialização do Dia Municipal da Parada do Orgulho LGBT. O projeto, de autoria da vereadora Luiz Ferreira (PPS), instituiria um feriado no dia da festa. Mas a sessão teve de ser suspensa depois que o pastor Carlos Henrique (PR), da chamada bancada evangélica, alegou a inconstitucionalidade do projeto e a discussão descambou para o bate-boca. Embora ele argumente que o projeto fere a Lei de Responsabilidade Fiscal ao não discriminar a origem da verba para as comemorações, militantes do movimento GLBT têm encarado o ato como homofobia.
O
blog do CELLOS (Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual), por exemplo, incluiu o pastor em uma lista de "Vereadores Homofóbicos em Belo Horizonte". Além dele, outros oito vereadores aparecem na lista como sendo contrários à inserção da Parada no calendário oficial da cidade. Apenas Carlos Henrique e Divino Pereira (PMN, também pastor evangélico) votaram na sessão. Os dois foram contrários ao projeto de lei. Com a suspensão, a proposta só deve voltar a ser apreciada em agosto.
A polêmica, no entanto, não deve atrapalhar a programação. "Com ou sem lei, a Parada vai ocorrer", garante Gustavo Teixeira, um dos organizadores da Parada. "Afinal, ela já faz parte do calendário cultural de BH e também do imaginário da população, que já vem se preparando para o evento". Ele frisa que esta já é a 12ª edição. Se as outras ocorreram sem feriado, por que haveria de ser diferente neste ano?
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