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A FESTA NUNCA TERMINA!
Os after-hours são o destino ideal para aqueles que têm pilha extra e curtem boa música eletrônica
Por Igor Lopes
After Hours: de onde surgiram?
A idéia de fazer festas depois do funcionamento oficial dos clubes começou em Londres, nos anos 60. Naquela época, músicos e pessoas que trabalhavam na noite se reuniam após a balada para relaxar e beber uma cerveja. Em se tratando da cultura clubber, um dos primeiros after-hours que se tem notícia é o que acontecia no loft do DJ David Mancuso, na Broadway, em Nova York. Decorado com balões de gás e elementos infantis, a casa dele funcionava praticamente como um club fechado, onde era necessário convite. As baladas por lá avançavam domingo adentro...
Nos anos 80, o Paradise Garage, também em NYC, virou lenda. Cerca de 2 mil pessoas se reuniam semanalmente por lá e iam à loucura pelas mãos do DJ Larry Levan (um dos freqüentadores dos afters no Loft). Na última edição, a festa durou 24 horas e uma multidão desesperada gritava para a cabine, desacreditando no fim da balada.
O Sound Factory, também em Nova York, acabou herdando o público do Paradise Garage. Ali, de 1989 a 1995, Junior Vasquez comandou as melhores noites da cidade. Na mesma época, o superclube londrino Ministry of Sound faz algo inédito em um país onde as leis são bastante severas: estabeleceu que suas portas só seriam fechadas às 10 da manhã. Isso fez com que vários bares ao redor passassem a abrir nesse horário...
Mas na capital inglesa, o after-hours que se tornou famoso foi o da Trade, que abriu suas portas em 1993. Ali, das 5 da madrugada de sábado até as 2 da tarde de domingo, a galera se jogava ao som do DJ Tony de Vit, também conhecido por TDV.
A cultura dos after-hours estava apenas começando...
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