domingo, 07.09


Baladas da Semana

07/09 - Balada de Hoje
Hotzilla
Noite pop e tradicional no Caravaggio
08/09 - Segunda-feira
Barracuda Black
Show com a cantora e atriz Quelynah
09/09 - Terça-feira
Boy George
Ex-vocalista do Culture Club no Via Funchal
10/09 - Quarta-feira
Bill Callahan
O roqueiro dos anos 90 no Studio SP
11/09 - Quinta-feira
Money Mark
Direto de NY para o show no Sesc Pompéia
12/09 - Sexta-feira
Toy Lounge
Ska e funk no Block Rockin´ Beats
07/10 - Terça-feira
Nine Inch Nails
Banda de rock industrial toca no Via Funchal

Hopi Hari Madonna Kaballah O Nevoeiro Spirit Of London TrioAbadá Diárias grátis

Você está em: Início >> Notícias >> Revistão

   Restaurantes       Baladas Hoje     Bares     Motéis     Lei Seca
18/10- SP Groove 9 anos
Aproveite o primeiro lote! Ingressos aqui!
 
11/10 - Helvetia
Corra! Últimos ingressos do 1º Lote!
 
11/10 - S.O.J.A. (EUA)
e Ponto de Equilíbrio. O melhor do reggae!
 
Carnaporto 2009
Carnaval da Bahia em até 12x sem juros!
 
20/09 - Insônia
10 Top DJs em festa Open Air. Compre já!
 
Ver todos os Ingressos
ESPECIAIS: MOTÉIS | CENTENÁRIO JAPONÊS | CHINA | BIENAL DO LIVRO | BARRETOS | CACHORRO LOCO | DRINKS



Uma outra cara para o Funk

Por Thiago Braga


Som de "preto e favelado", citando a letra dos MCs Amílcar e Chocolate, o funk carioca mudou de cara e público e tem passe livre nas festas da galera que possui um poder aquisitivo maior. Desde seu primeiro grande estouro, em meados da década de 90, o estilo das periferias já flertava com a elite do Rio de Janeiro.

O funk mudou de cara e até mesmo de atitude. Casas caras, com luxo e requinte estão se adaptando a essa tendência musical. Mas, ao contrário do que a maioria pensa, o estilo não é novidade e já existe desde a década de 70, com suas letras focadas na vida dos morros cariocas.

Sinônimo de casa cheia tanto no Rio quanto em São Paulo, esse estilo musical já não faz mais distinção de cor, classe ou religião. Para tentar entender o segredo do sucesso, falamos com alguns idealizadores de festas e freqüentadores de baladas que se jogam no batidão.

BATIDÃO DE ELITE

As músicas de MC Marcinho e da dupla Willian e Duda dos anos 90 já faziam parte da lembrança de jovens da classe média alta, que freqüentavam os bailes desde cedo, como lembra a estudante Marcela Papi, que hoje tem 23 anos: "Com 14 anos eu ia para os bailes funk na Barra da Tijuca. Tinha o Caça e Pesca, BNDS e o Canaveral que eu freqüentava com minhas amigas. Era tudo de bom", relembra a moradora do bairro da zona sul do Rio.

Depois do "boom" inicial, o funk desapareceu da mídia durante um bom período, mas reapareceu com força total há dois anos. Hoje, o ritmo deixou de lado os ecos dos guetos e ganhou as casas noturnas modernas e mais sofisticadas da cidade fluminense. "O cara mais rico da cidade canta a música do cara que mora na favela. O MC que não canta proibidão entra em qualquer morro do Rio e se apresenta no Hard Rock Café", afirma um dos principais responsáveis pela popularização do funk, DJ Marlboro.

Jovens das classes A e B decoram as letras que falam de um cotidiano distante de sua realidade. "Eu só quero é ser feliz, andar tranqüilamente na favela onde eu nasci" é um dos versos que sai da boca de patricinhas, que nunca passaram perto da Rocinha. A imensa lista de nomes de comunidades, como era de costume em funks primordiais, é repetida como se fossem endereços nobres e conhecidos por toda a população carioca.

Os batidões do funk (apelido utilizado pelos admiradores desse estilo musical) ultrapassaram as fronteiras e atualmente ecoam pela ponte-aérea, dentro de casas noturnas do Rio e São Paulo. Está fácil de encontrar esse gênero musical como atração principal de uma noite. Baronnetti e Bombar, no Rio, Lov.e e Lótus, em São Paulo, são exemplos de casas que tem noites dedicadas ao funk. Só que para entrar em um desses lugares, os ingressos podem chegar à R$ 50, um valor impensável nos bailes funk do subúrbio do Rio.

"Às vezes eu freqüento estas noites dedicadas ao funk. É mais acessível e confortável que um baile funk tradicional, que não tem ar condicionado", comenta Raphael Resende, de 23 anos, que acredita que desta vez o ritmo veio para ficar. "É uma arte popular que tem o poder de conquistar desde as classes D até a AA".

Continua >>