Pais de Lost
Dois engenhosos cérebros são o corpo e alma da série
Enquanto os fanáticos pela série tentam desvendar os mistérios da trama, o produtor
J.J Abrams (foto) junto com o roteirista Damon Lindelof (foto) comemoram o resultado
do seu trabalho mais que bem feito.
Se não fosse a mente brilhante desses dois profissionais, os ursos polares,
as fumaças assassinas e todos os mistérios que envolvem a ilha dos perdidos estariam longe de existir.
A idéia começou por acaso: a emissora ABC desejava um projeto
que tinha como foco principal a abordagem da rotina de sobreviventes em uma
ilha, após um acidente aéreo. J.J foi o escolhido para esta tarefa,
mas na época estava interessado apenas em se dedicar a série Alias.
Sem tempo e com inúmeros compromissos, o produtor convocou o "Mr.
Star Wars", Damon Lindelof, para ajudá-lo na missão. Surgia assim uma dupla de sucesso.
Quanto ao seriado, mistério é o que não falta dentro e
fora da ilha. Quando novos roteiristas são contratados, recebem uma ordem
bem simples: "é proibida as anotações das reuniões,
e quem quiser fazer parte do ‘cast Lost’ terá que entrar no
jogo".

Na produção de Lost não existem regras ou parâmetros, assim como a definição dos destinos dos personagens.
Por isso, não se espante se nas próximas temporadas o médico
Jack ou a prisioneira Kate morrerem.
Para os criadores, o rodízio de protagonista é possível.
Dessa maneira, fica mais fácil entender o papel dos inúmeros figurantes
que fazem parte da ilha. Ou seja, eles não estão lá a toa.
Com a morte de alguém do elenco principal, um secundário poderá
ganhar destaque.
Enquanto os milhões de fãs da série discutem teorias a
fim de desvendar o que significa a ilha, a parceria dinâmica de criadores
deixa mais que avisado: eles já sabem o final da história.
Mas como em Lost tudo é imprevisível, o negócio é esperar pra ver.
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