Introdução
A história
Entrevista
Crenças e práticas
Rituais mágicos contam com danças, cantos e até com o uso de vassouras
Assim como na igreja católica, por exemplo, o Wicca segue uma hierarquia e tem membros que ocupam cargos superiores em relação aos outros do grupo, utilizando vocabulário, regras e objetos próprios. Eles celebram as estações do ano, a mudança das luas, os dias condizentes aos outros sete planetas do sistema solar, além dos esbats (rituais lunares, foto) e os sabbats (ligados ao ano do sol).
Em comum, todos possuem instrumentos conhecidos por qualquer um que já leu contos fantasiosos: vassoura, caldeirão, cálice, punhal, bastão, vestidos, capas e também uma espécie de bíblia pessoal, chamada Livro das Sombras (foto). Essa obra funciona como diário usado pelos wiccans para registrar seus rituais, feitiços e seus resultados, bem como outras informações mágicas. Tanto praticantes individuais quanto covens mantêm esse tipo de anotação.
Seu conteúdo mais importante são os primeiros ensinamentos passados ao praticante, que copia à mão tudo o que é dito por seu iniciador - responsável por introduzir por o novato no mundo da bruxaria por meio de um "batismo".
Duncan Frewin (foto) mora em Franco da Rocha e criou o portal Três Luas, que traz colunas, notícias e serviços aos adeptos do Wicca. Sobre os rituais dos quais já participou, ele afirma: "Apesar do fato de existirem atualmente um número cada vez maior de bruxos solitários, a Wicca é uma religião de grupos, clãs, unidades com vínculos muitas vezes mais fortes que os familiares, em que os membros se encontram para festejar, celebrar, ou fazer o que quiserem juntos. Cada grupo é livre para estabelecer um calendário de reuniões. Alguns celebram secretamente, somente entre seus membros, outros realizam rituais públicos, preocupados em desmistificar a imagem negativa que a opinião pública tem sobre nós, os bruxos."
Para aqueles que têm curiosidade em saber o que acontece nas reuniões, ele revela: "Isso é um assunto bem mais complexo e difícil de definir. Entre nós não existe uma liturgia e credo únicos, como acontece na maioria das religiões patriarcais. Basta uma rápida pesquisa na internet, por exemplo, para descobrir uma infinidade de tradições, grupos ou outros tipos de assembléias, com semelhanças e diferenças entre si. Na Wicca, a diversidade é um fator importantíssimo e reverenciado como uma das manifestações da Deusa, que tem infinitas faces e nomes. Cada grupo é, portanto, livre para decidir o que fazer, desde que sigam o Dogma da Arte: "Faça o que quiser, desde que não faça mal a nada, nem a ninguém".
Cantos, danças e outras atividades artísticas são as práticas deste paganismo, que busca honrar os deuses antigos. Não há um caminho correto e um errado: são apenas diferentes formas, criadas por diferentes pessoas, para celebrar.
Por fim, também acontecem círculos, que agrupam pessoas ainda sem vínculos mágicos, com a finalidade de aprender sobre a Antiga Religião. Essas reuniões normalmente se limitam a estudos e discussões sobre um tema relacionado à Wicca, podendo ou não ser adicionado algum trabalho mágico.
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