Introdução
Crenças e práticas
Entrevista
A história
Apesar de ser uma crença com poucos anos de vida, ela se inspira nas tradições antigas
Alex Sanders, Janet Farrar, Raymond Buckland, Starhawk Stuart Farrar e Zsuzsanna Budapest são considerados os precursores mais recentes da seita das bruxas, que tem suas raízes no período pré-histórico e medieval, quando aconteciam os lendários cultos xamânicos. Porém, foi com Gerald Gardner que surgiu a tradição gardeniana, a mais utilizada e aceita atualmente pelos praticantes do Wicca, que se denominam como wiccans, wiccanianos e até wicãos.
Orientado pela experiente sacerdotisa Doreen Valiente (foto), ele começou a escrever sobre o assunto na década de 50, depois de 20 anos desde sua iniciação como bruxo, que aconteceu em 1930, em New Forrest, na Inglaterra.
O escritor retirou seus conhecimentos de um coven (grupo de rituais) tradicional de seu país e passou a defender que as práticas fossem realizadas coletivamente, se opondo à tendência da magia solitária e da auto-iniciação. Outra idéia difundida por ele foi a nudez como forma de libertação e conexão com a natureza, desassociando-a do contexto sexual.
Apesar de muitos leigos pensarem que estas celebrações estão ligadas às realizações sobrenaturais, elas acontecem como um culto similar aos de outras religiões. Pessoas de todas as idades se reúnem para entrar em contato com duas divindades: a Deusa e seu coadjuvante, o Deus Cornífero, que tem um papel secundário, quando não inexistente. Por isso, os valores femininos são os principais guias dos adeptos.
A divindade é a Grande Mãe, responsável pela fertilidade dos animais, do homem e da Terra. Ao mesmo tempo, a Deusa tem as suas faces sombrias na forma da Mãe Terrível, que rege a morte. A vida e o renascimento também são seus aspectos próprios, sendo que o Deus de Chifres é seu filho.
"Atualmente, bruxos são mulheres e homens que cultuam uma divindade feminina e uma masculina, a Deusa e o Deus Cornífero. Eles representam as polaridades do poder criativo do Universo. Não valorizam um poder acima do outro, mas os vêem como complementares. Honram a sexualidade como fonte de prazer e símbolo da vida, além de ser uma das fontes de poder usadas na prática da magia e dos ritos religiosos." define o bruxo brasileiro Mario Martinez, que lançou em 2005 o livro "Wicca Gardeniana" (foto).
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