Quem usa
Público do site é predominantemente jovem e cresce com a divulgação entre amigos
Os jovens, principalmente homens entre 18 e 26 anos, são os principais freqüentadores do YouTube. A maioria das pessoas vai até a página depois de alguma indicação feita por um amigo. A partir daí, encontram milhões de possibilidades a sua frente.
Foi assim com o estudante do 2º grau, Luis Octávio Couto, de 16 anos. Ele foi atrás do YouTube para ver o tão comentado vídeo de Daniela Cicarelli (foto) fazendo sexo com o namorado numa praia da Espanha. Como o vídeo já tinha sido removido (vídeos de sexo, violência ou ofensas são proibidos no site, além daqueles que geram reclamações de empresas e artistas), ele acabou fazendo outras descobertas.
"Acabei descobrindo vídeos sensacionais. Nunca tinha visitado o site e agora fiquei viciado. Todo dia paro para procurar bons vídeos. Mas os melhores mesmo são os de humor. É uma distração perfeita", conta o estudante.
A opinião do Luis é compartilhada pela estudante de jornalismo Nika Moraes, de 26 anos. A universitária encontra de tudo por lá, mas considera os vídeos de humor imbatíveis.
"Eu adoro os vídeos engraçados. O mais comédia é o da corrida de mulas. Morro de rir. Mas me emocionei quando revi a abertura do desenho 'Cavalo de Fogo', que fez parte da minha infância", revela, entre risadas. "Acredito que o YouTube é uma nova forma de entretenimento e informação. É uma revolução e tem todo tipo de conteúdo. As pessoas podem acessar de acordo com suas preferências. Isso não é ótimo?"
Já para o universitário Eudes Veloso, de 26 anos, essa tal revolução atribuída ao site é uma besteira. "É uma coisa bem óbvia. Eu já esperava por algo assim. Começou com o áudio (música) e agora imagem. É um processo natural", opina Eudes.
No entanto, isso não tira o mérito do YouTube ser uma fonte inesgotável de entretenimento. "Eu vejo gols antigos do Flamengo, desenhos que não passam mais, coisas que preciso estudar, micos que celebridades pagaram, cenas antológicas de novelas, coisas que passaram na TV e que eu não pude ver e bizarrices chinesas. Realmente tem de tudo no YouTube", diz o estudante.
Introdução
A Babel da internet
Quanto vale a brincadeira?
Entre nessa comunidade