Projetos voluntários
Conheça alguns projetos que atuam na Grande São Paulo.
Sopão Maná
Os jovens estão presentes em diversas comunidades e instituições do trabalho voluntário. Muitos deles vão atrás de suprir as diferenças e levar uma palavra amiga, de carinho e de conforto ao próximo.
O Sopão Maná iniciou as atividades em 1996 e é uma comunidade que funciona dentro da Igreja Santíssima Virgem, em São Bernardo do Campo. Todos os sábados ao meio dia, os jovens voluntários se reúnem na cozinha da Igreja para prepararem comida: arroz, feijão, mistura e suco. Esses alimentos, no início da noite, são levados a moradores de rua da Grande São Paulo.
O grupo é composto por 30 voluntários, entre 15 e 70 anos, que participam em diversas etapas, desde a preparação da comida até a entrega. Em média, são feitas 300 marmitas. Além disso, são entregues agasalhos, roupas e cobertores. O Sopão sobrevive essencialmente de doações. Roupas e os mantimentos são arrecadados para que a cada sábado uma comida saborosa e quentinha seja entregue aos que mais necessitam.
"O Sopão Maná tem uma importância muito grande na minha vida. A cada dia aprendo a dar valor para pequenas coisas, como um abraço, uma palavra amiga e muitas outras coisas", afirma Junior Fernandes Trindade (foto), que tem 20 anos e é o coordenador do grupo.
Junior organiza todas as atividades do Sopão e, mesmo com pouca idade, tem uma responsabilidade grande, pois todo o trabalho do grupo depende de sua aprovação e organização. O jovem sempre está de bem com a vida e diz que sabe que está à frente de um grupo que não objetiva suprir somente a fome, mas também aliviar a dor de um morador em situação de rua com um simples abraço ou com uma palavra de carinho.
"Sei que sou muito jovem e não levo isso como um peso pra mim, mas sim como uma responsabilidade especial, porque vou estar ajudando um irmão que está necessitado. Ser voluntário me faz ser uma pessoa cada dia mais feliz porque estou fazendo outra pessoa feliz. Só de você ver um sorriso e a alegria de quem mais precisa, isso não tem preço. E ter a certeza que Deus também está feliz por tudo isso", diz Junior.
Canto Cidadão - Doutores Cidadãos
O Canto Cidadão é responsável pela coordenação do trabalho voluntário dos Doutores Cidadãos. Os doutores cidadãos, na verdade, são palhaços hospitalares que visitam hospitais e asilos. Em meio a risadas e diversão, a resposta dos pacientes dos hospitais dá a injeção de ânimo necessária para levar o trabalho adiante. São inúmeros voluntários que fazem parte do projeto 300 deles com idade entre 18 e 30 anos.
O voluntariado do Canto Cidadão é uma oportunidade para o jovem se desenvolver intelectualmente, além de estar em equilíbrio com a sociedade. Para o coordenador do projeto, Felipe Mello, o jovem cresce com o voluntariado e ganha com isso.
"Cada vez mais os jovens podem se valer do voluntariado para uma dupla conquista: compreender pela prática seu papel na sociedade e também desenvolver habilidades e competências cada vez mais essenciais para o sucesso em sua vida profissional e pessoal, dado que as empresas cada vez mais prestigiam aqueles candidatos que demonstram preocupação e atitude frente aos desafios sociais".
Felipe ainda ressalta a importância do engajamento do jovem e dos incentivos para isso. "Precisamos de exemplos de transformação pela dedicação, jovens, adultos e idosos que venceram pela crença no possível e pela prática ética no dia-a-dia".
Projeto Vida
O Projeto Vida é uma iniciativa do professor Dumas, que dá aulas de Educação Física na Universidade Metodista de São Paulo. O objetivo é incluir pessoas portadoras de deficiências físicas ou mentais por meio da prática de esportes.
O projeto tem várias modalidades modalidades: basquete, capoeira, dança, escalada, handebol, judô e natação. São mais de 73 crianças atendidas, entre adolescentes e adultos da comunidade. O projeto conta com o trabalho de 130 estudantes, estagiários de Fisioterapia, Educação Física, Psicologia, Jornalismo, Nutrição, Propaganda e Marketing e Relações Públicas.
Além da reabilitação física, o Projeto Vida objetiva desenvolver o espírito de grupo e o companheirismo, ampliando as relações e os círculos de amizades, e fortalecer a auto-confiança, a aceitação e a auto-estima. O deficiente se sente mais aceito e luta contra as suas limitações tendo dos voluntários mais incentivos.
Tamirys Romantini Collis (foto), de 19 anos, já participou do Projeto Vida como uma voluntária diferente. A jovem não estava presente diretamente no dia-a-dia dos deficientes, mas atuou nos bastidores. Ela e seu grupo fizeram um trabalho de assessoria de imprensa. "Foi muito gratificante fazer esse trabalho porque eu, como estudante de jornalismo, fazia divulgação do projeto e suas necessidades, conquistando assim mais voluntários interessados em ajudar", conta Tamirys. A jovem afirma ainda que o Projeto Vida tem uma organização excelente e que aprendeu a valorizar muito mais a vida.
Ser voluntário
Como ser um voluntário