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FOTOS: "Eu Acho" e a primeira vez
Repórter estreia em desfiles de moda na Casa de Criadores
Tuesday, 13 December, 2011 - 17h37
Olá, ObaObafriends. O álbum da semana de desfiles na Casa de Criadores no Cine Joia vem em clima de primeira vez. Eu Acho.
Na na ni na não, leitor tesouro. Não estou dando aula de iniciação sexual a ninguém, mas SIM, foi com muita honra que levei pela primeira vez a um desfile de moda o top jornalista (= ObaOber) Anderson Nascimento (Neco para os íntimos).
Então, desta vez, é com ele a análise do que “achou e não achou” na Casa de Criadores. Eu SuperAcho. Merci Andinho.
Anderson Nascimento diz:
“A convite de Edu Corelli, colunista e fotógrafo do ObaOba, DJ e agitador da noite paulistana, fui conhecer os bastidores de um desfile de moda, mais precisamente a noite de abertura da 30ª Casa de Criadores, que rolou na última segunda, 12, no recém-inaugurado Cine Joia, no bairro da Liberdade. Os desfiles ainda acontecem nos dias 13 e 14 de dezembro.
Minha preocupação com o que escrever me atormentava. Afinal, estilo para mim é o kit 'sneaker, calça jeans e camiseta com estampa engraçada', e um desfile de moda apresenta opções bem mais variadas se comparadas ao conhecimento fashion de um rapaz comum, com os dois pés no básico (esse sou eu).
Mas lá estava eu, nos bastidores, uma hora antes dos desfiles começarem. Glamour? Zero! Modelos se amontoam e comem sanduíches (de poucas calorias, claro) antes do tão esperado momento. Ale Brito, um dos estilistas da noite, me explicou o conceito de sua coleção: 'Couro', 'Cordas', 'Neoprint', 'Rock and Roll minimalista dos anos 1990'. Essas são as palavras-chave.
Mas sabe o que eu vi? Mamilos. Muitos. Entre as peças da coleção de Ale, umas jaquetas de couro cintilante se destacavam, e as modelos desfilariam com o zíper aberto, sem nada por baixo. Logo, a visão limitada de um heterossexual rodeado de belas modelos só conseguiu ver mamilos.
Mas Ale não foi o único a apresentar seus conceitos fashion na noite de segunda-feira no Cine Joia. Vou listar o que vi de cada coleção. E que os especialistas em moda não tenham um ataque cardíaco lendo isso:
Fernando Cozendey trouxe uma coleção meio soturna, meio Elvira, meio Morticia Adams. Tudo preto e branco (mais preto do que branco, na verdade). Luiz Leite veio com roupas de inverno essencialmente brancas, uma pegada 'iglu'. Gabriela Sakate também apostou no branco, só que num tecido mais 'flocado' (arrasei nessa, hã?).
Agora, o momento mais embaraçoso para mim. Era a vez do conceituado Fernando Pires, uma participação especial. As modelos começaram a entrar, todas com maiôs idênticos, nada de mais. Demorei para entender o que era aquela coleção. Mas comecei a ver todos olhando para baixo, para os pés das moças. Então percebi: 'eram os sapatos, caramba!'. E que sapatos. Um mais bonito e excêntrico que o outro. Se eu fosse mulher, mataria por um daqueles.
Depois foi a vez de Ale Brito (Rock and Roll minimalista, mamilos. Lembram?). Ainda teve Juss, que trouxe uma coleção masculina mais casual (a que eu mais me identifiquei); Ronaldo Silvestre, o mais soturno da noite; e Mark Greiner, que trouxe uma coleção inspirada na Idade Média e nas vestimentas dos jóqueis. Tudo muito legal.
Mas o melhor sempre fica para o fim. E Walério Araújo tratou de encerrar a noite com estilo. Trouxe uns vestidos de noite longos, clássicos, tudo ao som de “Rollin in the Deep”, de Adele. No fim, o estilista subiu na passarela improvisada no palco do Cine Joia e dançou, fez caras e bocas e incendiou a plateia, tudo sobre um enorme salto alto, como é de praxe.
Ao meu lado, acompanham os desfiles subcelebridades como Geisy Arruda e o ex-BBB (?) Dicesar. Elke Maravilha também estava lá, com sua vasta cabeleria, tapando a visão de quem estivesse na cadeira de trás. Eu não estava atrás dela, então vi tudo. E gostei”.

