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Grafiteiro faz arte em sobrado durante 15 dias

A Casa do Lado abriga Projeto "Jey 77" até dia 16 de outubro

Por: Adriana Baptista

Friday, 01 October, 2010 - 16h20

Jey em ação na oficina

Jey em ação na oficina 

Créditos: Adriana Baptista

 Se você nunca foi a nenhuma festa ou evento na Casa do Lado, não dá para imaginar que colado à Micasa, loja bacanuda de desing na Rua Estados Unidos, existe um sobrado tão interessante. As paredes são todas pretas e o encanamento e a fiação elétrica são aparentes, assim como alguns tijolos. No banheiro, os azulejos foram arrancados e a torneia é de tubo de PVC. É lá que o artista plástico, grafiteiro e skatista Flávio Ferraz, o Jey, vai passar os próximos dias, até 16 de outubro, pintando quadros, esculpindo em madeira e metal. Ele também vai customizar algumas peças (poltronas, elefantinhos) que depois ficarão à venda na loja. 

Jey se considera um urbanóide, além de uma pessoa hiperativa. De fato. Ao receber o ObaOba em sua “casa”, não ficava muito tempo parado no mesmo lugar. E foi tarefa difícil fotografá-lo recebendo outros convidados, mostrando os cômodos, os materiais. Tímido, ele dava um jeito de fugir da câmera. Além da produção de quadros, esculturas, Jey também já fez um documentário sobre a pichação “tipo um câncer na cidade”. Chama Caligrafia Maldita e fala sobre um grupo da zona leste de São Paulo. O vídeo foi lançado na Matilha Cultural.

 O apelido ele mesmo que criou “antes que inventassem um para mim”. Nasceu no Recife mas cresceu em São Paulo. Começou a andar de skate quando ainda era um pré-adolescente, no início dos anos 90. “O skate que foi me levando para conhecer a cidade, andava no Vale do Anhangabaú, Viaduto Santa Efigênia. Já se via um pouco de arte urbana, não que nem hoje, mas pichação, stencil - essa coisa de skatista e punk, de graffiti já tinha um uma coisa ou outra. A piscina da Casa do Lado, aliás, vai, de alguma forma, se transformar em pista de skate. Jey ainda está planejando se vai fazer uma rampa saindo da janela do andar de cima, tipo um tobogã, ou "apenas" um half. “Não vai faltar maluco para testar”.

Aos 33 anos, Jey curte baladas rock, mas já não se anima muito a enfrentar multidões. “Tinha vontade de ir ao SWU para ver o Pixies e o The Mars Volta”. (clique aqui para conhecer mais sobre as bandas) Mas como o festival de Itu acontece em horário de trabalho, vai ficar para a próxima. O projeto “Jey 77” (em referência ao ano em que o artista nasceu) fica aberto ao público até o dia 16 de outubro. De segunda a sexta, das 10h às 17h, na Rua Estados Unidos, 2109.

Clique aqui para conferir as fotos.

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