4 motivos que explicam porque queremos que a Trackers reabra

O edifício amarelo da Rua Dom José Barros deixou muito maluco com saudade.

Trackers fechou e deixou muita gente desolada. Um dos lugares mais legais e menos conservadores de São Paulo reunia uma galera em festas nada caretas que duravam a noite toda, geralmente ao som de música boa.

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O lugar fechou depois de ser emparedado pela prefeitura por não ter alvará de funcionamento e ter simplesmente derrubado o muro erguido pela administração pública interditando a casa. Depois dessa desobediência, em junho deste ano, a Trackers fechou para balanço, mas já deu alguns sinais de que em breve pode abrir as portas novamente.

No mês seguinte ao fechamento da casa mais underground da cidade, foi publicada na conta da Trackers no Instagram a foto de um elevador novinho em folha, indicando possíveis mudanças na estrutura do prédio para colocá-lo novamente em funcionamento. Já no mês de setembro, foi postada na página da casa no Facebook a renovação da faixada do lugar.

Para matarmos as saudades e renovarmos as esperanças, confira abaixo 4 motivos que nos fazem suspirar de saudades desse poleiro de malucos.

Reunia as festas mais legais

Para aqueles que curtem o cenário mais underground/maluco/onde tudo pode acontecer, sem dúvidas a Trackers possuía a melhor programação da cidade.

Coletivos como a Voodoohop, Calefação Tropicaos, Mamba Negra, Carlos Capslok, dentre outros elegeram a casa como o lugar favorito para realizarem seus eventos, que arrastavam uma boa parte dos malucos de São Paulo para o segundo e terceiro andar do prédio da Rua Dom José Barros.

As festas eram mais baratas

Outro atrativo deste prédio amarelo dos anos 1930 era preço. Além das festas serem legais, elas eram baratas e dificilmente custavam mais do que R$30, quando não eram gratuitas. Por isso, as noites da Trackers acabavam não fazendo tanto recorte de público como as baladas chiques/caras, que atraem sempre o mesmo perfil de público/coxa.

O lugar era perigoso, mas isso só deixava ele mais legal ainda

A Trackers não foi emparedada à toa. Ela não possuía acessibilidade, dectores de fumaça, extintores de incêndio, saídas de emergência, rotas de fuga, dentre outros itens de segurança.

Apesar do perigo, essa situação de aparente abandono, muitas vezes, só deixavam as coisas mais interessantes, já que não é em todo lugar que você precisa desviar de um prego de cabeça para baixo no meio da pista de dança.

Tem gente que não gosta desse tipo de coisa, com toda razão do mundo, e nunca chegou a subir as escadas do edifício duas vezes, mas por outro lado, seus frequentadores mais assíduos provavelmente curtiam sair do lugar comum e se safar dos perigos daqueles andares.

Dava para fazer de tudo lá dentro

A Trackers passou longe dos caretas, que, por sua vez, passaram longe dos pregos de cabeça para baixo da Trackers. O público da casa se pintava, fantasiava e tirava roupa sem o menor problema, deixando qualquer festa mais dionisíaca.

Tudo podia acontecer, já que o lugar, a decoração, a música e o clima favoreciam bastante a imaginação daqueles malucos com vista privilegiada para o Largo do Paissandu.

 

 

 

Atualizado em 14 Out 2014.

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