Casa dos Famosos

Vai dizer que você nunca foi num lugar porque alguém falou que a boate é do cara daquela banda, o bar tal é daquela apresentadora...É, montar uma casa noturna em São Paulo parece ser um bom negócio. Ainda mais se tiver a griffe do nome de alguém famoso.

O melhor exemplo disso é Miguel Falabella. Ele se encantou pela cidade desde que começou a gravar o Sai de Baixo, há sete anos, e ficou sócio da danceteria The Pool (que já fechou), do restaurante Bello Bello e, mais recentemente, associou-se a Gugu Liberato e Klaus Ebone num empreendimento de US$ 1 milhão, para 3 mil pessoas: o Fabbrica 5. A idéia era atrair famosos, e, conseqüentemente, muito dinheiro. Mas parece que não deu muito certo essa idéia e a casa virou pico de reggae e forró, atraindo muita gente da região da Moóca.

Quase simultaneamente à sua estréia na tevê, Luciano Szafir abriu um bar, o Democrata, com amigos. Hoje, o estabelecimento tem mais um endereço em São Paulo e dois fora, em Campinas e Santos. Szafir gostou tanto da idéia que, depois de um tempo, também se associou à danceteria Unique - só por um tempinho. Pode ter certeza que muitas moçoilas foram até lá pra ver se trombavam o galã, ex da Xuxa.

Mas essa história de associar o nome à casa para fazer sucesso só dá certo no início. É só ver a história do Cabral, do apresentador-faz-tudo Luciano Huck. Algumas pessoas que freqüentavam o local antes de ele virar apresentador afirmam que o movimento aumentou muito quando o moço começou a ficar famoso. Mas hoje em dia nem se compara ao boom do começo.

A prova de que nome de artista famoso não é certeza de lucros é que vários restaurantes e casas noturnas já fecharam depois de um sucesso relâmpago. Quem teve a desagradável experiência foi o ator Eri Johnson, que era dono da danceteria Fui. Na época, ele chegou a afirmar que o nome dele dava mais responsabilidade ao quesito qualidade de serviço. Será que foi por isso que não deu certo?

Outra que passou pela mesma experiência é a atriz, modelo e apresentadora Adriane Galisteu. Ela emprestou seu nome à falida e fechada Donna. Mas ela nunca aparecia por lá. As pessoas eram avaliadas antes de poder entrar e corriam o risco de ter que dar meia-volta.

Isso, em Sampa, já no Rio de Janeiro, por exemplo, as pessoas estão mais acostumadas a ver gente famosa. Falar que a casa noturna é de ´fulano´ ou ´cicrano´ não influência na rotina dos cariocas.

Atualizado em 19 Mai 2014.

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