Chicago: um espetáculo musical filmado

Claro que não poderíamos ficar sem falar do filme mais comentado dos últimos meses: Chicago. Com 13 indicações ao Oscar, incluindo melhor filme, tem sido a grande batalha das bilheterias.

Mas não vá com tanta sede ao pote. Apesar de tantas indicações e de seu elenco de peso (Catherine Zeta-Jones e Richard Gere), ele não chega a ser tão impactante quanto Moulin Rouge, outro recente musical. Aliás, quem não gosta de musicais, provavelmente não gostou de Moulin Rouge, e não irá gostar também de Chicago. Para esclarecer, musicais são tipos de filmes que contam parte de sua história (ou toda ela) através de músicas. Outro exemplo bom e recente foi o musical Evita, inteiramente cantado. Agora, se você curte musicais, se jogue: esta aí uma boa diversão.

Em 1920, Chicago está vivendo sua época de ouro com cabarés, night-clubs e muita diversão. A dona-de-casa e esposa dedicada Roxie (Renée Zellweger), espia pela fresta de uma boate a apresentação de sua idolatrada: a dançarina e cantora Velma Kelly (Catherine Zeta-Jones). Apesar da fama e da aparente riqueza, Velma tem um revés em sua vida. Ela é condenada pela justiça por ter matado sua irmã e seu noivo ao flagrar os dois juntos na cama, e corre o risco de ir para a forca.

Roxie tenta, da maneira que pode, conseguir se tornar uma cantora de cabaré e se envolve com um vigarista que promete torná-la uma estrela. Ao ser enganada, Roxie se vinga do amante e se iguala a Velma. Mas não nos palcos, e sim, na cadeia. Na fervorosa Chicago dos anos 20, a fama só abre espaço para um de cada vez. E Velma vê a sua ameaçada quando Roxie resolve contratar o mesmo infalível advogado (Richard Gere) que a defende.

Os números musicais são glamourosos e se confundem o tempo todo com a realidade do filme. Catherine Zeta-Jones (de Traffic e A Máscara do Zorro) surpreende por sua beleza plástica, por sua voz imponente e por sua desenvoltura fora do comum. Para quem não sabe, Catherine participou de musicais e era dançarina antes de ser atriz. Destaque para o número musical “Tango da Cadeia”, onde 6 criminosas (incluindo Catherine) cantam um tango sobre seus crimes.

Renée Zellweger (irreconhecível em O Diário de Bridget Jones) vai se soltando durante o filme, como exige o personagem, mas parece ofuscada pelo brilho de Catherine, apesar de protagonista. Richard Gere, cantando e dançando vai mais para o caricato. Não foi um papel que combinou muito com ele. Seus momentos de advogado são melhores do que como cantor. Em um dos números onde fica de ceroulas no final arranca risos desconcertados da platéia.

As coreografias são fortes, as músicas esfuziantes e a produção de cada número musical são de cair o queixo. E se você vir muitas coincidências entre Chicago e outros musicais da Broadway, não estranhe pois essas semelhanças são propositais. Afinal, Chicago também é um musical da Broadway, em cartaz há mais de 10 anos. Seu autor, Bob Fosse, foi o responsável pelo sucesso e coreografias de musicais como Cabaret, Kiss Me Kate, All That Jazz, entre outros. Além disso, Chicago foi a cidade natal de Fosse.

Seu diretor, Rob Marshall é quase estreante, tendo apenas dirigido outro musical infantil (Annie) antes deste. Na verdade, Marshal foi convidado pela Miramax para dirigir a versão para o cinema do musical Rent (encenado também no Brasil), mas convenceu-os a passar Chicago na frente. Ao julgar pela bilheteria e pelas indicações, parece que a troca valeu a pena.

Stevan Francis Lekitsch
stevanlek@uol.com.br

Atualizado em 19 Mai 2014.

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