Editora relança livros de Rachel de Queiroz

Escritora completaria 100 anos em novembro.

Em novembro deste ano Rachel de Queiroz completaria cem anos. A cearense, que é considerada uma das grandes escritoras brasileiras, publicou seu primeiro livro aos 18 anos. Intitulado O Quinze, ele é considerado uma obra atemporal, apesar de retratar a seca de 1915.

Como parte das comemorações de seu aniversário póstumo, será relançado O não me deixes – suas histórias e sua cozinha (editora José Olympio, R$27). No livro, a autora mistura a culinária sertaneja com suas próprias lembranças e dá receitas típicas, como “Baião de Dois”, Frigideira de Siri” e Bolo de Milho”, que aprendeu na fazenda de sua família.

Por ser um povo acostumado a lidar com a escassez de alimentos, a cozinha nordestina é cheia de peculiaridades. A farinha de mandioca, por exemplo, é tão importante quanto a farinha de trigo em outras culturas. Ainda este mês também será lançado o livro Tantos Anos.

Abaixo, leia mais sobre o O Quinze, que por mais que não esteja na lista da FUVEST, pode ter chances de aparecer em alguma questão:

Publicado em Fortaleza em 1930, O Quinze narra o difícil momento em que uma família do interior do Ceará tem que fugir da grande seca de 1915 que o título faz referência.

Narrado em terceira pessoa, com uma linguagem simples, o livro explora a fundo a mente dos personagens. O enredo se dá em dois planos. No primeiro mostra a dura realidade dos retirantes a partir do vaqueiro Chico Bento, sua mulher e cinco filhos, que por causa da seca tem que atravessar o sertão, com o intuito de ir para o Norte trabalhar com a borracha. No segundo plano está a menina Conceição, que adora ler livros franceses, inclusive obras com tons feministas e socialistas. Com 22 anos, ela não pensa em casar, mas tem um romance com o seu primo de Vicente, proprietário e criador de gado.

Esse foi o primeiro e mais importante livro de Rachel de Queiroz, e foi escrito em 1928. Ele faz parte do segundo período do modernismo, conhecido como regionalismo. Esse movimento literário exibe a preocupação social com a realidade de povos de regiões agrárias, longe das grandes cidades. A seca apresentada no livro foi vivida pela autora em sua infância, e assim como os personagens, ela e sua família também foram obrigados a se mudar para o Rio de Janeiro em 1917 e de lá para Belém.

Atualizado em 20 Mai 2014.

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