Jair Oliveira fala sobre parceria com Luciana Mello

Irmãos lançam O Samba me Cantou em CD e DVD com sambas de Jair e clássicos.

O Jair Oliveira todo mundo conhece. Ele canta, compõe e produz, mas é como compositor que se vê antes de qualquer coisa. Alguns devem lembrar dele lá da década de 80, como integrante do grupo Balão Mágico e, mais recentemente, por hits como "Bom Dia Anjo" e "Tiro Onda". Como cresceu em ambiente musical - ele é filho de ninguém menos que Jair Rodrigues -, foi aperfeiçoar seus dotes artísticos na Berklee College of Music, em Boston (EUA), onde se formou em 1998.

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Agora, Jair Oliveira se une a sua irmã Luciana Mello no CD e DVD O Samba Me Cantou, em que apresenta sambas de sua autoria e faz releituras de clássicos - como "Coração Leviano" (Paulinho da Viola), "Desde que o Samba é Samba" (Caetano Veloso) e "Rosa" (Pixinguinha) - que influenciaram tanto sua carreira como de sua irmã. Nesse trabalho, eles contam as participações de Mariene de Castro, Skowa, Cláudio Lins, Anna Luisa e Jair Rodrigues. O show de lançamento aconteceu em São Paulo, na última sexta (12/03), no SESC Pinheiros.

Clique aqui e veja o vídeo da música "A Nível De", com Jair, Luciana Mello, Mariene de Castro e Skowa

Além de manter sua carreira solo, assim como Luciana, Jair está gravando um novo disco, chamado Sambazz, com lançamento previsto para meados de abril. Também estreia no Teatro Folha, dia 02/04, o espetáculo Grandes Pequeninos, que fez em parceria com sua mulher, a atriz Tânia Khalil. Na peça musical, rolam performances circenses e, segundo Jair, é programa para todas as idades.

Abaixo, o músico fala um pouco sobre o projeto O Samba Me Cantou, sobre a importância do samba na sua vida e relembra os tempos de Balão Mágico. Confira!

Como surgiu a ideia desse projeto?
A ideia surgiu já tem uns 3 ou 4 anos, para mostrar essa influência que o samba tem na minha carreira e na da Luciana. Começamos fazendo uns shows nos moldes do que aparece no DVD e alguns menores e, baseado nisso, resolvemos gravar.

Como foi a escolha do repertório e das participações especiais?
A escolha do repertório foi muito baseada no que a gente ouviu na vida. No DVD tem a parte do show que cantamos juntos e a que cantamos separados e, na minha parte, coloquei os meus sambas e os de outros compositores. Minha irmã também escolheu os sambas que ela mais se identifica.
Queríamos um casal para a música "A Nível De" e escolhemos a Mariene de Castro e o Skowa, eu conheci o trabalho da Anna Luisa quando era jurado do Prêmio Tim e gostei demais, a chamei para tocar também; a Luciana convidou o Claudinho Lins e o Jairzão já estava mais que definido, né?

Você toca com a Luciana há muito tempo. Como é para você gravar e sair em turnê com ela pela primeira vez?
É ótimo! Já temos essa parceria em shows e tocamos juntos desde criança. Agora esse trabalho tem um significado especial pelo registro no palco: cada um faz seu show, depois cantamos juntos e meu pai vem tocar com a gente. É um trabalho que fica para a eternidade na família.

Você se considera um cantor de...?
Me considero um compositor, na verdade. Meu pai e minha irmã têm mais esse lado de intérprete, mas eu sempre fui mais para a composição, o que me traz as mais diversas influências tanto de samba como de jazz, acid jazz e etc. Não sei como me definir exatamente.

Qual é a importância do samba no seu trabalho?
O samba é minha primeira identidade musical, meu pai é sambista nato e eu cresci ouvindo isso. É algo que vai além de uma referência musical, até em baladas como "Bom dia Anjo", no começo da composição é no samba e no choro que eu vou buscar.

Por que revisitar o samba agora?
A gente buscou fazer um CD e um DVD com nossas influências, não um CD de clássicos. Os clássicos acabam entrando, mas tem quatros sambas meus que muita gente não conhece, por isso não considero que estamos revisitando o samba. Optei por gravar um samba do Ismael Silva ("Ninguém tem que achar ruim") que não é muito conhecido, mas é importante para mim.

Na época do Balão mágico você achava que ia ser músico ou foi mais de brincadeira?
Quando você é criança ainda não tem muita noção, mas eu sempre fui ligado à música de uma forma muito intensa. Quando era pequeno deixava de sair para brincar com os amigos para acompanhar os ensaios do meu pai, meu interesse pela música sempre passou na frente das outras coisas, mas só foi se mostrar como carreira na adolescência. A música é minha profissão e me sustento disso.

Que geração você acha que representa?
Não posso me excluir da geração 80, por fazer parte do Balão Mágico acho que marquei a infância de muita gente. Mas foi no fim dos anos 90 e começo dos 2000 - voltei de Boston em 98 - que me lancei como compositor... é algo de 10, 12 anos atrás que passei a mostrar meu trabalho, também acompanhado da Luciana, do Simoninha, do Max de Castro e do Daniel Carlomagno.

Sua infância e adolescência foram comuns?
Foram relativamente comuns. Sempre fui responsável com os estudos, fiz faculdade e me formei. Mas no fundo não foi igual a de todo mundo porque comecei a trabalhar muito cedo e com isso as responsabilidades vieram muito cedo também, no meio artístico é assim. Mas foi muito divertido, nada traumatizante, eu adorava o Balão Mágico e minha família sempre deu um suporte muito legal para tudo isso.

Onde é possível inovar musicalmente hoje em dia?
A música sempre passa por inovações, só acho que isso tem um espaço menor no Brasil. Aqui é tudo muito concentrado na TV e ela segue um padrão muito repetitivo, aí fica difícil mostrar algo diferente para o grande público. Temos a internet que ajuda bastante, mas ainda não é suficiente. O brasileiro gosta do mais do mesmo. O que eu acho mais importante ainda é um público interessado na inovação, aquele que procura o diferente, acho que no geral temos bastante gente assim...esse é um público especial.

O que você anda ouvindo ultimamente?
Tenho ouvido bastante a francesa Pauline Croze, que não é tão conhecida como a Camille, mas tem um trabalho ótimo. Também tenho ouvido muito a Mayra Andrade, depois vou para o jazz, o acid jazz, aquelas influências que te disse, Miles Davis, Coltrane, Djavan, João Bosco, Tom Jobim e por aí vai, mas também estou muito concentrado no meu novo CD, então acabo ouvindo muito.

O que tanto você está fazendo no momento?
Esse ano começou bem acelerado para mim. Além desse CD com a minha irmã, também vou estrear com a minha mulher um espetáculo chamado Grandes Pequeninos, que eu fiz todo inspirado na minha filha, Isabella (com 2 anos e meio). Já nos apresentamos em São José e foi super bacana, agora vamos trazer para o Teatro Folha, no dia 02 de abril. A Tânia faz número circense, eu toco, canto...é bacana para todas as idades. No meio disso, ainda estou finalizando meu novo CD, para abril também, se chama Sambazz, e vem acompanhado de um livro em que eu conto todo o processo do trabalho.

Atualizado em 20 Mai 2014.

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