Música negra para todas as raças

Nos próximos dias, São Paulo vai ter uma série de bons shows de música negra. Estilos como o blues, o funk, o ska e o dub vão dar o ar da graça na cidade.

O show “Música Preta Brasileira – Capítulo I” é uma das melhores opções, principalmente para os fãs de Tim Maia. No dia 14, a cantora Sandra de Sá junta-se a Toni Garrido, vocalista da banda Cidade Negra e ao cantor carioca Zé Ricardo para fazer um tributo a Tim Maia. O primeiro capítulo do show é dedicado a fase Racional de Tim, período em que ele mergulhou de cabeça para dentro da seita “Cultura Racional”, lançando (em 76 e 77) os cultuados Tim Maia Racional Vol. I e II, pontos de referência da música negra brasileira. Na apresentação do dia 15, Toni Garrido será substituído por Wilson Simoninha. A banda Pablito Leu o Livro será a responsável pelos arranjos das composições, que se tornaram clássicos do funk brasileiro. Curiosidades e histórias engraçadas da fase Racional de Tim, também serão contadas pelos músicos. O show acontece no Bourbon Street Music Club.

Passando para o blues, gênero que faz parte da música negra norte-americana, o guitarrista angolano, radicado no Brasil, Nuno Mindelis (foto) fará dois shows na Choperia do Sesc Pompéia (dias 16 e 17). O show será uma prévia de seu novo disco, “Twelve Hours”, primeiro pelo selo Beastmusic, criado pelo próprio Nuno, que participou de todas as etapas de produção do novo trabalho. O disco recebeu esse nome porque teve todas as suas bases gravadas em doze horas. Depois Nuno elaborou todo o acabamento do disco, ao lado de Thiago Cerveira (guitarra e gaita) e Flávio Naves (teclados). Nuno não se restringiu apenas ao universo do blues no novo disco. Pitadas de pop e rock podem ser notadas ao longo de algumas composições. O show faz parte do projeto “Quem não Dança, Segura a Criança”, promovido pelo Sesc Pompéia.

Ainda no universo da música negra, a banda inglesa Maroon Town se apresenta na quinta (dia 15) no Urbano. O nome da banda foi tirado de uma comunidade de escravos fugitivos que existiu na Jamaica, algo parecido com os quilombos brasileiros, do período da escravidão. O grupo é uma miscelânea de nacionalidades: seus integrantes são de vários lugares do mundo (caribenhos, indianos, australianos, coreanos e ingleses). Essa mistura de músicos reflete-se diretamente no som da banda, que funde breakbeats, rap, ska e dub, dando origem a um som miscigenado, muito original.

Com certeza, a música negra estará bem representada por esses shows.

Atualizado em 19 Mai 2014.

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