O novo disco do Metallica

St. Anger, o novo disco do Metallica é no mínimo paradoxal. Por um lado ele é uma volta as raízes dessa que já foi considerada a maior banda de heavy metal do mundo. Esse regresso às origens está expresso na crueza sonora de St. Anger, que utiliza arranjos mais agressivos e trabalhados, fórmula adotada nos discos dos anos dourados do metal.

Por outro lado, para uma banda que já produziu discos que marcaram a história do rock como Kill ´em All, Ride the Lightining e And Justice For All, St. Anger pode ser considerado uma tentativa frustrada de se voltar às origens. A expectativa dos fãs metallicos era grande, na medida em que a banda levou seis anos para lançar um disco de estúdio inédito. Mas será que esses fãs vão se decepcionar novamente?

Os fãs mais ortodoxos da banda consideraram-se traídos com o lançamento do Black Álbum, disco que tornou o grupo conhecido mundialmente. Para esses fãs, o Metallica sucumbiu às tentações do mundo pop e se vendeu por um punhado de dinheiro, atitude inaceitável para a maioria dos metaleiros de carteirinha. Os discos seguintes como Load e Reload, também vieram recheados de canções prontas para serem veiculadas em rádios comerciais. Por isso a nova (velha) fórmula de St. Anger foi tão aguardada pelo público. Era a chance de (re)ver o Metallica soando como nos velhos tempos.

A banda traz uma novidade na formação. Com a saída do baixista Jason Newsted, Robert Trujillo (ex-Suicidal Tendencies e Ozzy Osbourne) entrou na banda, mas não chegou a participar das gravações do novo trabalho. O baixo do disco foi tocado pelo produtor do grupo, Bob Rock.

O novo álbum vem cheio de extras. Acompanham o disco um DVD bônus com flashes das gravações de St. Anger e um cartão com um código que dá acesso a uma série de extras no site da banda. Essa edição do disco, cheia de extras, foi anunciada como limitada, o que fez as vendas explodirem em todo o mundo. Um jogo de vídeo game inspirado na banda também deverá ser lançado até 2005. Esses fatores mostram que o Metallica anda tendo boas aulas de marketing.

Apesar da banda se esforçar em resgatar seu passado glorioso dentro da história do metal, deixando de lado as baladas de FM presentes nos últimos discos, poucas faixas de St, Anger soam realmente espontâneas. O peso e o tom rude de algumas músicas parece ter sido criado dentro de um laboratório.

Talvez o metal espontâneo e energético dessa banda que fez história, realmente não exista mais. Talvez ele tenha sido trancafiado ainda nos anos 80. Mas fazer musica de forma espontânea e sem seguir fórmulas pré-estabelecidas é algo que não poderia ser esquecido por uma banda como o Metallica.

Atualizado em 19 Mai 2014.

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