Olha o Boi Bumba aí gente!!!

O Brasil é um país muito grande, pelo fato de ter todo esse “tamanho” é rico em manifestações culturais de todas as origens e tipos, popularmente chamadas de folclore brasileiro. São danças, festas, comidas, obras de arte, superstições comemorações e representações que, pelos quatro cantos do país, exaltam a nossa cultura. Se o Sul e o Sudeste brasileiros são regiões em que as manifestações folclóricas têm ocorrido com menor intensidade, por causa de crescente industrialização das cidades, no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste do País as tradições se mantêm cada vez mais vivas.

Essa notícia será dedicada a uma festa folclórica conhecida de todos, a Festa de Parintins. Quem nunca ouviu falar em Boi Bumbá? Ou ao menos vislumbrou um daqueles bonecos maravilhosos? Muita gente...mas nem sempre sabemos detalhes dessa tradição que é tão fortemente celebrada no outro lado de nosso país, na Floresta Amazônica, mais precisamente na pacata Ilha de Parintins, a 420 Km de Manaus.

O negócio é o seguinte: a festa dura três dias e três noites e é dividida em duas torcidas ou grupos rivais, o Caprichoso e o Garantido. Os grupos desfilam pelo “bumbódromo” encenando lendas e rituais amazônicos. O “barato” da festa é que cada torcida tem uma cor, o azul do boi Caprichoso, e o vermelho do Garantido. Vale lembrar que as cores são respeitadas com fanatismo, os integrantes das torcidas não podem, em hipótese alguma, usar a cor do grupo rival e muito menos mencionar o nome do outro grupo, que é tratado como “contrário”. A rivalidade em relação as cores é tanta que juízes do Rio Grande do Sul foram vetados, pois poderiam ser influenciados pelas cores dos times rivais Internacional (vermelho) e Grêmio (azul).

A festa teve origem na lenda do Boi Bumbá, que diz que Mãe Catirina, durante a gravidez, teve desejo de comer a língua do boi mais bonito da fazenda onde vivia. Seu marido, o peão Francisco, desesperado em atender o pedido da esposa mata o animal de estimação de seu patrão, porém, o feito é descoberto e o homem é preso. Com o intuito de salvar o boi o amo chama um médico e um padre, que acabam conseguindo ressuscitar o animal. Pai Francisco é perdoado e todos iniciam uma festa. Em Parintins o médico foi substituído por um pajé.

Cada torcida possui cerca de 4 mil integrantes, que são chamados de brincantes, estes assumem papéis dos personagens das lendas e são acompanhados pela marujada, bateria. Quem fica em baixo da armação do Boi é chamado Tripa, precisa dançar e pular a noite inteira e chega a perder um quilo e meio por desfile. Que tal conhecer melhor o nosso país, conferir as belezas naturais da Floresta Amazônica, enquanto ela ainda não foi desmatada, e de quebra curtir o a Festa de Parintins, hein?

Atualizado em 19 Mai 2014.

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