Prenda-me Se For Capaz nos cinemas

Injustamente lançado ao mesmo tempo que Gangues de Nova Iorque, a atuação de Leonardo DiCaprio acabou sendo menosprezada neste excelente filme de Steven Spielberg. Sobre sua precisa e leve direção, e a atuação ao lado de Tom Hanks, faz com que este seja um dos mais divertidos e leves filmes da temporada. É o que podemos chamar de um legítimo filme de entretenimento.

Spielberg volta a fazer filmes divertidos e inteligentes no mesmo estilo em que fazia há anos atrás, como Goonies, Indiana Jones ou De Volta Para o Futuro. Fascinado pela história de Frank Abgnale Jr., Spielberg resolveu colocá-la nas telas.

Frank aos 16 anos saiu de casa, imaginem isso em 1967, para bolar e cometer golpes que abalaram todos os Estados Unidos, e pôs o FBI à sua procura por todo o país. Frank se fez passar por piloto da Pan Am, médico de um hospital e advogado de um grande escritório. E ele não havia terminado nem o colegial. Após movimentar mais de um milhão de dólares, Frank começa a ser procurado pelo FBI, mais exatamente por Carl, que trava uma batalha quase que pessoal para capturar Frank.

Na tela, Frank foi brilhantemente interpretado por Leonardo DiCaprio, numa atuação segura e charmosa, que fazem com que o vilão da história se torne o nosso herói. Seu perseguidor, o agente do FBI Carl Hanratty, é interpretado por Tom Hanks numa atuação de um papel sério mas de forma divertida, onde ele é enganado o tempo todo pelo personagem de Leonardo.

Estranhamente, os três, Leonardo, Tom e Spielberg foram ignorados pelo Oscar 2003. Seu diretor (e produtor) e atores principais não foram nem indicados às estatuetas. Para não dizer que passou batido, Prenda-me se For Capaz concorreu para Melhor Ator com Christopher Walken (que faz o pai de Frank), e Melhor Trilha Sonora, mas não levou nenhum.

O filme foi baseado no livro escrito pelo próprio Frank Abgnale Jr., que ironicamente trabalhou anos para o FBI como um perito em falsificações, e hoje ganha muito dinheiro ajudando bancos a se prevenirem de falsificadores (como ele). Ao contrário, Carl se aposentou do FBI e hoje vive humildemente numa casinha no interior dos Estados Unidos. Fica aqui a pergunta da história e do filme: o crime realmente não compensa?

Stevan Francis Lekitsch
stevanlek@uol.com.br

Atualizado em 19 Mai 2014.

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