Star Wars – Episódio 2: uma estranha continuação

Estréia no dia primeiro de julho o segundo (?) episódio da saga Star Wars (ou Guerra nas Estrelas): o Ataque dos Clones. Um filme antigo, com efeitos futuristas, falando de um assunto atual. Fiz este trocadilho para reforçar a idéia de algo que se perdeu no tempo e espaço, principalmente para quem foi testemunha do estrondoso sucesso dos 3 primeiros (que na verdade são o quarto, quinto e sexto) episódios.

A bagunça já começa por aí: o primeiro episódio, filmado em 1977, e que chamava-se apenas Star Wars; agora já recebeu um sub-título, Uma Nova Esperança. E também não é mais o primeiro, e sim, o quarto episódio. O segundo (O Império Contra Ataca, de 1980), virou quinto. E o terceiro (O Retorno de Jedi, de 1983) é o sexto. Quem já tinha visto, vai ter que rever seus conceitos, e reordenar os filmes.

Com uma diferença de 25 anos entre o primeiro episódio e o atual, um fenômeno estranho acontece: o novo, apesar de toneladas de tecnologia e digitalismo, parece estar mais fora de época que os antigos. Outro dia assisti o primeiro episódio, e percebi que o entusiasmo e as inovações haviam se evaporado com o tempo.

Só quem vivenciou a sensação de delírio causada na exibição dos filmes na década de 80, entende o que estou querendo dizer. Tratavam-se de filmes impossíveis de serem feitos naquela época, uma época onde efeitos especiais eram truques de mágica bem feitos, e exigiam muito mais criatividade e artesanato, do que tecnologia. As espadas a laser de Luke Skywalker, que foram desenhadas e iluminadas quadro-a-quadro nos antigos episódios, eram o sonho de consumo de qualquer criança. Robôs e computadores auto-controláveis eram algo inimaginável de existir. Assistir esses filmes, deixava qualquer adolescente boquiaberto com tudo que mostrava para época.

Só que 25 anos se passaram, e hoje, um adolescente só ouviu falar de Guerra nas Estrelas, ou viu uma fita velha na locadora. E não vê nenhuma maravilha neles, pois já assistiu dezenas de filmes espaciais parecidos e muito mais bem feitos. Espadas de laser são tão possíveis e parecidas com as pulseiras de neon vendidas em shows por aí. Robôs já estão nas lojas de brinquedos, e computadores são capazes de fazer de um tudo.

Para quem assistiu os anteriores, fica uma curiosidade: como conseguirão George Lucas e sua equipe unir os personagens dos filmes antigos, que eram jovens e estão velhos, com os novos personagens, que são jovens e têm que parecer mais jovens que os anteriores? Devemos lembrar que alguns dos atores já até morreram, como Alec Guinness, no papel do inesquecível Obi-Wan Kenobi, hoje incorporado por Ewan McGregor. Será que George Lucas vai ser capaz de ressuscitar atores digitalmente? E para fazer Luke Skywalker (Mark Hamill), que na época tinha 26 anos e era um símbolo sexual loiro, parecer mais novo ainda? Sendo que hoje ele tem 51 anos? Isso vale também para Han Solo (Harrison Ford) e a Princesa Léia (Carrie Fisher), todos 25 anos mais velhos. Fica aqui a curiosidade.

Para falar sobre o filme que estréia, ele foi todo filmado em formato digital, e grande parte dos cenários e personagens nunca existiram, são 100% digitais. Mas para nossa decepção, apenas uma sala no Brasil tem tecnologia para exibir o filme no formato original. As demais, terão que exibir uma cópia feita na velha e conhecida película 35mm mesmo. Neste episódio, Anakin Skywalker (o futuro Darth Vader) já é um adolescente (Hayden Christensen), e será ensinado pelo mestre Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) a se transformar num Jedi. Eis que Anakin conhece a princesa Amidala, por quem se apaixona. E desta união nascerá Luke Skywalker e a Princesa Léia, que lutarão contra Darth Vader 25 anos mais tarde (há 25 anos atrás). Deu pra enteder?

Melhor parar por aqui, pois já não me lembro nem mais que dia é hoje. E fica a reverência: Star Wars foi o marco de toda uma era cinematográfica das últimas décadas do século passado. Depois de Matrix (1999), tudo o que veio após parece uma cópia. E Guerra nas Estrelas – Episódio 2: O Ataque dos Clones, parece mais uma cópia também, e restaurada.

Atualizado em 19 Mai 2014.

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