Vinicius Calderoni fala sobre o projeto 5 a Seco

Entrevista revela planos de um CD e DVD para final do ano.

De um projeto de cinco caras - Dani Black, Pedro Altério, Pedro Viáfora, Tó Brandileone e Vinicius Calderoni -, todos compositores, surgiu, em 2009, o 5 a Seco, banda que veio para quatro shows e já logo de cara viu que não poderia parar por ai. A proposta era fazer um som cru, sem muita firula, só com os violões e vozes dos rapazes e nem sequer uma banda de apoio. Tudo isso deu muito certo e o grupo lotou as casas desde suas primeiras apresentações. Em 2010, sofreram uma alteração: a saída de Dani Black e a entrada de Leo Bianchini.

Mas o que não mudou foi a essência do 5 a Seco: levam uma inspiração teatral e todos são responsáveis pelos arranjos e pela execução de violão, guitarra, baixo, piano, clarinete, acordeon, ukelele, metalofone, cavaquinho e percussões. Os shows são descontraídos e por revezamentos, ficando no palco no mínimo dois do grupo por vez. As músicas têm referências do indie rock à música erudita e já atrai admiradores de peso como Lenini, Ivan Lins, Luiza Possi e Maria Gadu.

O ObaOba conversou pela segunda vez com o Vinicius Calderoni, dando foco nessa bateria de perguntas para a carreira do grupo. Para a alegria dos fãs, o integrante do quinteto contou que já rolam planos de um CD e DVD com previsão de lançamento para o final do ano. E não é só isso, 2012 pode começar com uma turnê de shows pelo Brasil.

O ObaOba te entrevistou ano passado enquanto você ainda estava muito focado na sua carreira solo e o 5 a Seco ainda era só um projeto. Como você vê esse ano que passou? O que de mudanças ele trouxe para a 5 a Seco?
Começamos o 5 a Seco sem saber quanto tempo iria durar. Tínhamos a ideia de fazer quatro shows, mas não sabíamos se seria só isso ou mais. Durante a temporada, já percebemos que não pararíamos ali, o público lotava as casas e notamos que o projeto era forte. Já no meio dessa série de shows, fomos convidados para fazer outros e daí já demos continuidade ao projeto. Em grupo, a gente também conseguiu participar de eventos importantes que sozinhos não tínhamos conseguido, como o show no Auditório do Ibirapuera. Agora chegamos à conclusão de que o 5 a Seco precisa gravar um CD e um DVD, para consolidar e para ter um registro mesmo desse nosso primeiro ano de carreira. Então a tendência é a gente dar um pique maior no 5 a Seco do que nas nossas carreiras individuais.

Vocês têm conseguido conciliar a carreira solo com a do 5 a Seco?
Sim, temos sim. O aumento de importância do 5 a Seco não excluiu as carreiras individuais. As coisas acontecem meio intercaladas, tem tempos que passamos mais focado no 5 a Seco e tempos que passamos voltados mais para as carreiras individuais. Por exemplo, agora com esses planos de gravar o CD e o DVD, todo mundo está mais voltado mesmo pro nosso projeto, deixando as carreiras de lado, porque não é uma coisa que a gente pode fazer sem o esforço e o trabalho de todos.

E como andam os preparativos pro CD e DVD de vocês?
Estamos agora num processo de captação, já temos a possibilidade em mente de um lugar que gostaríamos de gravar, então ainda estamos vendo isso. Temos ensaiado continuamente duas vezes por semana por causa dos shows marcados, como o do Sesc Santos agora na sexta (11/2). Mas os nossos planos são de fazer ensaios ao longo do ano todo. Ainda estamos mexendo no arranjo das músicas e isso leva tempo.

Eu estava ouvindo uma música de vocês, a “Feliz para Cachorro” e me lembrou muito as músicas do Lenine. Ele é uma influência na música de vocês?
Nossa, com certeza! Já tivemos oportunidade de conhecer ele - é um músico e uma pessoa incrível -, então claro que nos influencia. Nós influenciamos um ao outro, já que somos cinco compositores. Falando por mim, meu jeito de compor mudou muito depois que eu comecei a tocar com o 5 a Seco. Agora, se for no meu carro e olhar meus CDs, vai ter Los Hermanos, Red Hot Chilli Pepers, Emicida... Acho que a nossa geração nasceu já com isso, é uma coisa que já está no DNA essa capacidade de conseguir juntas várias coisas diferentes. Na hora de compor, isso simplesmente sai para nós, é algo natural, tudo vem misturado.

Como funciona a escolha de repertório para os shows? Como são escolhidos os vocais das músicas? Sempre quem compõe é quem canta?
Fazemos uma divisão em que todos cantem mais ou menos o mesmo número de músicas e todos saiam do palco mais ou menos o mesmo número de vezes. Já sobre as músicas, algumas acabam sendo cantadas por mais de uma pessoa, como por exemplo “Juntos outra vez”. Dizendo pessoalmente, eu gostaria que mais pra frente acontecesse de cada um cantar pelo menos uma música composta por outro.

Como você vê a 5 a Seco no futuro? Você acha que tem a possibilidade de uma turnê?
Nossos planos agora estão voltados para gravar o CD e o DVD em junho, finalizar ele no final do ano e sair em turnê no começo do ano que vem (2012). Falar mais que isso é complicado, depende muito do acolhimento do público, do barulho que a gente vai conseguir fazer com isso. Para um músico, é possível planejar até uns dois anos a frente, mais do que isso é difícil, é um planejamento muito dinâmico porque varia de acordo com a reação do público.

Quais são os lugares de São Paulo, bares, baladas, que você costuma freqüentar? Onde você considera uma boa casa para assistir um show?
Eu vou falar por mim, porque não sei do gosto pessoal dos outros da banda, mas uma parada obrigatória na minha opinião é a rede Sesc. Todos tem muitos teatros, eles oferecem peças de tetro, espetáculos, tudo com um preço popular e de boa qualidade. Um lugar que eu acho muito bom para assistir um show e para fazer também é o Auditório do Ibirapuera. De bar, gosto muito do Balcão que fica lá na Melo Alves, do Bar Biro na Vila Mariana, que é um botecão mesmo, mas muito gostoso. Balada eu costumo ir às vezes no Alberta #3, que tem um amigo meu que toca lá, na Alley, que um outro amigo meu toca de vez em quando. Ultimamente tenho ido muito ao teatro, e ai de novo eu falo da rede Sesc.

 

Atualizado em 20 Mai 2014.

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